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Thursday, May 07, 2009

Preventing Sudden Cardiac Death

Release date: March 10, 2009
Expiration date: March 10, 2010

Sudden cardiac arrest (SCA) accounts for approximately 325,000 deaths per year in the United States, representing an incidence of 0.1% to 0.2% per year in the adult population. The incidence of SCA in other countries though, appear to be lower and may be attributed to inadequate methods for identifying high-risk candidates as well as the prevalence of coronary artery disease prevalence in those populations. Revascularization, pacemaker, and implantation of an implantable cardioverter defibrillator (ICD) have been found to be highest in North America and Western Europe and lowest in South America and Eastern Europe, demonstrating that the incidence, etiology, and management of SCA may vary by region. Ongoing studies and discussions will be needed to address these continental and regional differences, including reimbursement issues and the need for additional education surrounding emerging clinical trial data and clinical guidelines, to ensure clinician awareness and facilitate appropriate patient analysis and management. Join Drs. Prystowsky, Lau, and Oseroff as they provide an international perspective on various prevention strategies of SCA including challenges faced in the Pacific Rim and South America.
To participate in this internet activity: (1) review the target audience, learning objectives, and author disclosures; (2) study the education content; (3) take the post-test and/or complete the evaluation; (4) view/print certificate. 

Friday, June 27, 2008

INCERTEZA E PROBABILIDADE...

27 de junho de 2008 N° 15645
Artigo ZERO HORA
Incerteza e probabilidade..., por Aloyzio Achutti *

Notícias sobre morte súbita de notáveis, como as recentes de um famoso jornalista americano (Tim Russert) e de nossa ex-primeira-dama (Ruth Cardoso), mexem com todo mundo, são motivo de insegurança e muito questionamento sobre médicos e medicina.Gostaríamos que nossos ídolos não fossem tão vulneráveis, que médicos fossem onipotentes e que a medicina não fosse tão limitada. Se pessoas tão famosas estão sujeitas a tais vicissitudes, mais ainda o comum dos mortais...

Uma frase famosa do pai da clínica médica moderna (William Osler), no início do século passado, dizia que "medicina é a ciência da incerteza e a arte da probabilidade". As conquistas da ciência, ajudadas pela nossa empáfia, alimentam a fantasia de certeza e infalibilidade. Sabemos hoje das limitações do conhecimento da própria mecânica celeste e das matemáticas. A medicina, baseada na ciência biológica, ainda mais sujeita a variações e incertezas, contrabalança o que lhe falta de ciência com a arte da probabilidade, adquirida na observação do comportamento das coisas naturais. É por isso que, mesmo contando com todo o avanço tecnológico, não se consegue entregar nem o diagnóstico, nem a escolha do tratamento, para uma máquina decidir sozinha.

É possível diminuir a surpresa se lembrarmos que em torno de 40% das mortes de causa cardíaca se enquadram nos critérios de subitaneidade (desenlace ocorrendo dentro das primeiras 24 horas do início dos sintomas); que grande parte dos óbitos também não vem de pessoas gravemente doentes, mas de gente com aparência saudável; e que a maior eficácia da medicina radica na prevenção, e não em intervenções em fases avançadas da doença.
Não nos deveria causar surpresa - embora nos deixe ainda com mais incertezas - a única verdade imutável: a de que todos nós, como indivíduos, um dia haveremos de morrer, para garantir a biodiversidade e a continuidade da espécie.

Um neurobiólogo americano (Robert Sapolsky), estudando estresse provocado pela incerteza, trabalhou com o total desconhecimento do futuro e com o conhecimento prévio do que vai nos acontecer. E chegou à conclusão de que o melhor é ainda viver do modo habitual, com meia verdade, aproveitando o momento atual, tomando as decisões mais adequadas dentro do conjunto do conhecido, deixando de lado o espectro do desconhecido e do futuro.

Quando se inverte uma equação estatística, por exemplo, dizendo que 2% morreram ou que 98% sobrevivem - o que dá no mesmo - , nossa reação é diferente. Costumamos nos assustar mais com a incerteza e com a morte do que valorizar as chances (probabilidades) e as conquistas da vida.
*Médico