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Thursday, September 17, 2020

Sérgio Luiz Bassanesi +17/09/2020

 

Sérgio Luiz Bassanesi

FotoPossui graduação em medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS (1974), residência em cardiologia pelo Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul (1976), especialização em saúde pública pela FIOCRUZ (1977), mestrado em saúde pública pela Johns Hopkins University (1986) e doutorado em medicina: Ciências Médicas pela UFRGS (1997). Em 2009 participou em atividade de pós-doutorado na University College London. Atualmente é professor associado no Departamento de Medicina Social da FAMED - UFRGS. Tem experiência na área de saúde coletiva, atuando principalmente nos seguintes temas: saúde coletiva, ensino de epidemiologia, epidemiologia social, determinantes sociais e desigualdades em saúde e análises espaciais em saúde.


Trabalhou comigo na Secretaria da Saúde e do Meio Ambiente enquanto eu era coordenador de uma Equipe que tinha em vista o controle de Doenças Cardiovasculares e Doenças Crônicas.

Na Escola de Serviço Social da PUCRS me substituiu enquanto professor de Aspectos Médicos e Sociais da Doenças, disciplina na qual também fiquei durante curto período em substituição ao Ellis Busnello.

Na UFRGS voltamos a nos encontrar e trabalhamos em vários projetos junto, frequentemente junto com Maria Inês Reinert Azambuja que também vinha conosco desde a SSMA

Últimamente não tínhamos mais tanta oportunidade de nos encontrarmos, mas houve época em que nosso encontro era diário e difícil contar nossa história em separado.

Valderês e meus filhos também o estimavam. Vai ficar em nossa memória e gostaria de enviar um abraço a sua esposa e filhos

200?
2007

1978

O  link abre a apresentação.

Resposta do Sir Michael Gideon Marmot à minha mensagem  sobre  o falecimento:

Dear Aloyzio

 Of course, I remember Sérgio very well.  If you saw my note to Cesar Victora, you will know how much I liked him.

  I have shown a slide that I got from S érgio on the social gradient in cardiovascular mortality in Porto
Alegre countless times.  

 

Maria Inez Azabuja kindly wrote to me to say she would share my condolences with his family. 
Amyloidosis must have been a most uncomfortable condition to deal with.

 

Best wishes

 

Michael

 

___________________________________

Professor Sir Michael Marmot FRCP

Director, UCL Institute of Health Equity

UCL Dept of Epidemiology and Public Health

http://www.instituteofhealthequity.org/

@MichaelMarmot

 

Tuesday, March 31, 2020

Coronavirus

No, the coronavirus wasn't made in a lab. A genetic analysis shows it's from nature
MAR 26 2020 6:00 AM
Scientists took conspiracy theories seriously and analyzed the coronavirus to reveal its natural origins.
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Social distancing comes with psychological fallout

Mar 29 2020 6:00 AM
Keeping people apart can help slow the new coronavirus' spread. But such social distancing may cause or worsen mental health problems.
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How antibody tests work and could help fight the coronavirus

Mar 27 2020 3:03 PM
Coronavirus antibody tests look for signs in the blood that someone has had an infection and recovered, and could take only a finger prick.
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Thursday, January 30, 2020

2019-nCoV


Viral Outbreaks Are Here to Stay. This is How Humans Will Fight Back

De: Eliane Pereira dos Santos
Enviada em: quinta-feira, 30 de janeiro de 2020 16:01

Estimados amigos do HIFA-PT,

Compartilho informações atualizadas sobre o Comitê de Emergências do Regulamento Sanitário Internacional sobre o novo coronavírus na China.
Abaixo, uma breve tradução sobre o último informe de situação publicado no dia de hoje.

30 de janeiro de 2020. Genebra, Suiça - O Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, convocou novamente, em virtude do Regulamento Sanitário Internacional (RSI (2005)), o Comitê de Emergências sobre o novo coronavírus (2019-nCoV) para esta quinta-feira, 30 de janeiro de 2020. O Comitê transmitirá ao Diretor-Geral da OMS sua opinião se o surto constitui uma emergência de saúde pública de importância internacional (ESPII por sua sigla em inglês) e as recomendações que deveriam ser formuladas para implementa-las.
A decisão que tome o Diretor-Geral assessorada por tal Comitê e as recomendações pertinentes se farão públicas no site da OMS por meio de uma nota à imprensa. As recomendações também serão disponibilizadas.

Novel Coronavírus(2019-nCoV) Informe de situação 10 - publicado em 30 de janeiro de 2020
(tradução ao português somente dos principais destaques e números estatísticos - versão completa em: https://www.who.int/docs/default-source/coronaviruse/situation-reports/20200130-sitrep-10-ncov.pdf?sfvrsn=d0b2e480_2

:: Primeiros casos confirmados de doença respiratória aguda 2019-nCoV na Finlândia, Índia e Filipinas; todos tinham história de viagem para Wuhan City.

:: Em 29 de janeiro, a OMS realizou sua terceira coletiva de imprensa para fornecer atualização sobre a situação. O áudio pode ser encontrado em https://who.canto.global/s/O2BCI?viewIndex=0 .

:: A OMS recomenda que o nome provisório da doença que causa o surto atual seja "doença respiratória aguda 2019-nCoV" (onde 'n' é para novo e 'CoV' é para coronavírus). Esse nome está em conformidade com as Melhores Práticas de Nomeação de Novas Doenças Infecciosas Humanas da OMS, desenvolvidas por meio de um processo consultivo entre as agências parceiras. O endosso ao nome provisório está sendo discutido com as agências parceiras da OMS, Organização Mundial para Saúde Animal (OIE) e Organização das Alimentação e Agricultura (FAO).

:: O nome final da doença será fornecido pela Classificação Internacional de Doenças (CID). A OMS também está propondo o '2019-nCoV' como nome provisório do vírus. A decisão final sobre o nome oficial do vírus será tomada pelo Comitê Internacional de Taxonomia dos Vírus.

Total Confirmed cases Total 7818

Saudações,

Eliane Santos, Moderadora principal HIFA-PT
__________

HIFA-pt é um fórum de discussão em português que reúne mais de 2150 membros provenientes de vários países incluindo os oito países de língua portuguesa. O HIFA-pt foi lançado em novembro de 2009 em Maputo, Moçambique, com o objetivo de incluir os profissionais de saúde, formuladores de políticas, gestores, bibliotecários e profissionais da informação dos países de língua portuguesa em uma rede de discussão ampla e conectada onde possam discutir e trocar experiências sobre temas de comum interesse e que todas as pessoas tenham acesso à informação em saúde que necessitam. HIFA (Health Information For All) é um grupo de discussão em inglês com mais de 8000 membros de 171 países. Foi criado em 2006 pela Rede Global de Informação em Cuidados de Saúde, uma organização sem fins lucrativos baseada no Reino Unido. Para subscrever-se ao grupo de discussão HIFA-pt :: Envie um email para com o seu nome completo, país de origem, formação profissional, local de trabalho e interesses profissionais. Subscreva também para o grupo HIFA2015 - www.hifa2015.org (Healthcare Information for All by 2015 - em Inglês). Para se desligar do grupo :: Envie um email para: hifa-pt@dgroups.org

You are receiving this message because you're a member of the community HIFA-pt (Informação em saúde para todos).

View this contribution on the web site https://dgroups.org/_/b3wvvka0

...Current circumstances include a perilous trade in wildlife for food, with supply chains stretching through Asia, Africa and to a lesser extent, the United States and elsewhere. That trade has now been outlawed in China, on a temporary basis; but it was outlawed also during SARS, then allowed to resume — with bats, civets, porcupines, turtles, bamboo rats, many kinds of birds and other animals piled together in markets such as the one in Wuhan.
Current circumstances also include 7.6 billion hungry humans: some of them impoverished and desperate for protein; some affluent and wasteful and empowered to travel every which way by airplane. These factors are unprecedented on planet Earth: We know from the fossil record, by absence of evidence, that no large-bodied animal has ever been nearly so abundant as humans are now, let alone so effective at arrogating resources. And one consequence of that abundance, that power, and the consequent ecological disturbances is increasing viral exchanges — first from animal to human, then from human to human, sometimes on a pandemic scale.
We invade tropical forests and other wild landscapes, which harbor so many species of animals and plants — and within those creatures, so many unknown viruses. We cut the trees; we kill the animals or cage them and send them to markets. We disrupt ecosystems, and we shake viruses loose from their natural hosts. When that happens, they need a new host. Often, we are it.
The list of such viruses emerging into humans sounds like a grim drumbeat: Machupo, Bolivia, 1961; Marburg, Germany, 1967; Ebola, Zaire and Sudan, 1976; H.I.V., recognized in New York and California, 1981; a form of Hanta (now known as Sin Nombre), southwestern United States, 1993; Hendra, Australia, 1994; bird flu, Hong Kong, 1997; Nipah, Malaysia, 1998; West Nile, New York, 1999; SARS, China, 2002-3; MERS, Saudi Arabia, 2012; Ebola again, West Africa, 2014. And that’s just a selection. Now we have nCoV-2019, the latest thump on the drum.
https://www.nytimes.com/2020/01/28/opinion/coronavirus-china.html

David Quammen is an American science, nature and travel writer and the author of fifteen books.

https://en.wikipedia.org/wiki/David_Quammen

Mohammad Zakaria Pezeshki, M.D.,M.P.H.
Associate Professor
Department of Community and Family Medicine,
Tabriz Medical School, Golgasht Avenue, Tabriz, Iran,
Tel:  ++ 98 413  336 46 73
Fax: ++ 98 413 336 46 68
To leave, manage or join list: https://listserv.yorku.ca/cgi-bin/wa?SUBED1=sdoh&A=1

Tuesday, March 12, 2019

SARS

SARS

Saturday, March 31, 2018

1978 - Há 40 anos...

Em 2018 comemoramos quarenta anos da Pesquisa sobre Pressão Arterial na População de 20 a 74 anos de nosso Estado e também da Declaração de Alma Ata sobre Atenção Primária da Saúde.

Encontro com dois AMICOR: a Enfermeira Morgana Thais Carolo Fernandes - professora da UNIRITTER, e com Paulo Piza Teixeira aposentado da OPS/OMS agora de volta à nossa terra. Conversamos sobre os quarenhta anos de Alma-Ata e sobre a Pesquisa realizada aqui no mesmo ano.
Reuni algumas referências mais acessiveis e convido a quem estiver interessado em participar.

  • O primeiro teve como ponto de partida o Estado do RS e cobriu nossa população adulta representada por estratos: da Capital, do Cinturão Metropolitano: de várias cidades represetativas do Interior Urbano, e do respectivo entorno Rural. Teria sido a maior amostra populacional abaixo do equador contemplando características relacionadas com a potencial prevenção de doenças crônicas numa época em que na agenda de Saúde Pública somente constavam Doenças Transmissíveis, Saúde Materno-Infantil e Desnutrição.
  • A Conferência de Alma-Ata no Kazaquistão também visava uma ampliação do foco de atenção da saúde pública em busca da Saúde para Todos no Ano 2.000. Já passamos 18 anos dessa meta e vale uma parada para reflexão.

Pesquisa no RS:
  • http://amicor.blogspot.com.br/2013/04/sal-e-pa-no-rs-35-anos.html
  • http://amicor.blogspot.com.br/2013/10/professor-geoffrey-rose-1926-1993.html
  • http://amicorextension.blogspot.com.br/2015/03/texto-de-moacyr-scliar-na-zh.html
  • http://amicor.blogspot.com.br/2013/02/reducing-na-intake.html
  • http://amicor.blogspot.com.br/2010/02/pressao-arterial.html
  • http://amicor.blogspot.com.br/2008/10/pesquisa-de-1978-rs.html
Declaração de Alma-Ata:
  • http://www.who.int/publications/almaata_declaration_en.pdf
  • https://www.youtube.com/watch?v=Eq0arxXfOiA
  • http://amicor.blogspot.com.br/2016/12/dr-halfdan-t-mahler-21-april-1923-14.html
  • http://amicor.blogspot.com.br/2018/03/4th-peoples-health-assembly.html
  • http://amicor.blogspot.com.br/2009/11/brazil-pimary-care.html
  • http://amicor.blogspot.com.br/2008/06/address-to-61st-world-health-assembly.html

Saturday, October 14, 2017

Tuesday, March 21, 2017

Gramado Declaration: 20 years

Arquivos Brasileiros de Cardiologia
Gramado Declaration: The Impact of 20 Years of Cardiovascular Prevention 
Aloyzio Achutti, Ricardo Stein, Lúcia Pellanda, Bruce B. Duncan 
Soc. Brasileira de Cardiologia • ISSN-0066-782X • Volume 108, Nº 3, March 2017.pages 193-194

English version:

Veja também:
Aos 10 anos:


Wednesday, November 16, 2016

Obesidade infantil

A EPIDEMIA DE OBESIDADE INFANTIL CRESCE DURANTE AS FÉRIAS ESCOLARES

Artigo enviado pelo AMICOR Reginaldo Hollanda Albuquerque

Um estudo realizado  com 18 mil crianças americanas, acompanhadas desde o jardim da infância até o fim do segundo grau, mostrou que elas ganharam mais peso durante as férias do verão.

O trabalho contou com o apoio da fundação Russel Sage e incluiu uma amostra representativa da população.  O seu autor foi o pesquisador Paul T von Rippel, que publicou o trabalho neste mês de novembro de 2016 no jornal médico Obesity. O número de crianças com sobrepeso passou de 23,3 % para 28,7 % e o de obesas de 8.8 % para 11.5 % .  O aumento da obesidade ocorreu durante o período de férias, numa velocidade de 1% por mês de férias.

Durante, o período escolar a prevalência de sobrepeso não aumentou e a obesidade,  chegou a cair modestamente, 0.1 % por mês;
 
Dr. Paul T. von Hippel

Dr. Paul T. von Hippel
Estes dados, apresentados durante um recente congresso americano de obesidade de 2016, estão sendo considerados muito importantes, porque mostram que os riscos de obesidade estão localizados fora da escola.
Além disso, explicam porque várias iniciativas realizadas visando a melhoria do lanche escolar, tiveram pouco impacto na epidemia de obesidade infantil. O Dr. Paul Hipel sugere a realização de atividades nas férias e campanhas voltadas para a educação dos pais e material educativo dirigido para as crianças.
A explicação para o aumento da obesidade infantil durante as férias é que as crianças dormem menos e tem mais atividades de horas-tela, com ver TV e jogos em computadores. O estudo está publicado em
Obesity (2016 Nov 2. doi: 10.1002/oby.21613).

Wednesday, December 30, 2015

Mortalidade CV-BR

Dados e Estatísticas de Mortalidade CV-BR

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A Sociedade Brasileira de Cardiologia, na gestão do Dr. Angelo Vicenzo de Paola (2014 -2015), sentindo a necessidade de conhecer em profundidade a real situação da Mortalidade Cardiovascular no Brasil, promoveu, por meio da sua Diretoria de Promoção de Saúde Cardiovascular e da Diretoria de Pesquisa, um estudo, com o objetivo de compor um painel de monitoramento no país, e subsidiar a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o Ministério da Saúde, as Secretarias de Saúde dos Estados e Municípios, na formulação de políticas públicas de saúde cardiovascular.
Estudo do tipo ecológico teve como base 437 regiões de saúde, que foram criadas por uma resolução do Ministério da Saúde em 29 de setembro de 2011, e que estabeleceu diretrizes para a criação destas regiões de saúde distribuídas pelos estados brasileiros, considerando o gênero e a faixa etária.
Os dados foram extraídos de fontes do Ministério da Saúde, DATASUS base territorial, sendo os óbitos avaliados pelo Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) com os dados reprocessados, baseados no Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2000 e 2010, e de estimativas populacionais de 2011 e 2012, com interpolação da população de 2003 a 2009.
A metodologia empregada visa avaliar todos os óbitos registrados no Brasil, utilizando 270 bancos de dados, oriundos das unidades federadas nos 10 anos do estudo.
Para os cálculos, foram analisadas as principais questões: (a) subenumeração de óbitos, (b) causa de óbitos mal definidas, (c) padronização dos óbitos por sexo e faixa etária para permitir a comparação entre o coeficientes de mortalidade entre regiões com diferentes perfis demográficos, por 100.000 habitantes.

Utilizamos o Código Internacional de Doenças (CID 10), contemplando a análise de quatro grupos de agravos:
  • Doenças do Aparelho Circulatório: todos os itens do Capítulo IX;

  • Doença Coronária (Infarto Agudo do Miocárdio – IAM): inclui CID I20 a I25;

  • Insuficiência Cardíaca (IC): inclui CID I50, I11, I13, I27, I40 e I42;

  • Acidente Vascular Encefálico (AVE / AVC): inclui CID I60 a I69.

Wednesday, August 19, 2015

Quantas pessoas nasceram no mesmo dia que você?

Compartilho endereço enviado pelo AMICOR Ayrton Fischmann

Dá uma ideia de quanto tempo ainda temos de vida. 
Quem quiser saber...
INTERESSANTE. Ainda fornece uma expectativa de vida 
 Você já parou para pensar quantas pessoas nasceram exatamente no mesmo dia que você? Com apenas um clique é possível estimar esse número e muito mais informações na ferramenta interativa: http://population.io/

Saturday, July 04, 2015

Ruy Laurenti (1931 - 12/06/2015)

A paretir de mensagem do AMICOR Jorge Rocha Gomes: 


Eu também não sabia que o Ruy havia falecido. Tivemos vários momentos comuns em nossa vida. Ele da Cardiologia também se interessou pela Epidemiologa. Um momento especialmente gostaria de citar, inclusive por que foi um ponto de partida para muito de minha trajetória posterior: ele participou daquele estudo sobre mortalidade em 12 cidades das Américas e da Inglaterra que serviu de base para a constatação pela Assembléia Mundial da Saúde de que países em desenvolvimento tinham dupla carga: além das peculiares ao subdesenvolvimento, as mesmas dos países desenvolvidos, incluindo Cardiovasculares. Dai surgiu a abertura par o interesse pelo que eu estava propondo daqui, de quase fim do mundo...


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Saúde pública perde Ruy Laurenti

Publicado por admin - Monday, 22 June 2015


O professor Ruy Laurenti: uma vida em favor da saúde pública no Brasil e no mundo
MEMÓRIA
O professor, ex-diretor da Faculdade de Saúde Pública, ex-pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária, primeiro ouvidor da USP e um dos maiores especialistas em epidemiologia do Brasil morreu no dia 12 passado, aos 84 anos
IZABEL LEÃO
O professor Ruy Laurenti, um dos principais nomes da epidemiologia brasileira, morreu no dia 12 passado, aos 84 anos. Ele formou gerações de epidemiologistas e é considerado pelos pares um grande humanista e inspirador dos profissionais da área hoje em atividade.
Foi chefe do Departamento de Epidemiologia, vice-diretor e diretor da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da USP, vice-reitor da Universidade, entre 1990 e 1994, e primeiro ouvidor da USP (de 2001 a 2010). Era professor aposentado da FSP, atuando até o último instante.
Formado em Medicina em 1957, com doutorado em Cardiologia também pela USP, tornou-se professor livre-docente e professor titular (1979) em Epidemiologia da FSP. Recebeu o título de Professor Emérito da USP e de Pesquisador Emérito do CNPq.
Como pesquisador, contribuiu na área de saúde pública, com ênfase em epidemiologia, atuando principalmente nos temas epidemiologia, mortalidade, saúde materna, estatísticas de saúde e classificações internacionais de doenças e problemas de saúde. Foi diretor do Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a família de classificações internacionais (Centro Brasileiro de Classificação de Doenças).
Referência – Para o professor Luis Eugenio Souza, presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), a importância do professor Ruy Laurenti para a saúde coletiva é imensa. “Seus estudos epidemiológicos sobre a mortalidade segundo causas – doenças cardiovasculares, sobretudo – ou grupos populacionais, com destaque para a mortalidade materna, são referências não apenas para os pesquisadores da área, mas também para os formuladores de políticas de saúde.”
Souza lembra ainda que, internacionalmente, a contribuição do professor Ruy Laurenti para o estabelecimento de classificações, terminologias e padrões de uso em saúde foi reconhecida com diplomas de honra ao mérito pela Organização Panamericana da Saúde (Opas), em 2002, e  pela OMS, em 2005. “O professor Laurenti ajudou a formar milhares de sanitaristas, como docente da Faculdade de Saúde Pública e como autor de 162 artigos, 27 capítulos e dez livros, entre outros documentos. Que sanitarista brasileiro, formado depois de 1987, ao menos, não estudou o seu livro (em coautoria com Mello Jorge, Lebrão e Gotlieb) Estatísticas de Saúde? A Associação Brasileira de Saúde Coletiva tem a honra de ter o professor Ruy Laurenti entre seus associados e como um dos membros do corpo editorial da Revista Brasileira de Epidemiologia“, declara o presidente da Abrasco.
Para o professor titular e chefe do Departamento de Prática de Saúde Pública da FSP Oswaldo Yoshimi Tanaka, “Ruy Laurenti foi um médico sanitarista que contribuiu substancialmente com as políticas de saúde desde a época de 70, implementando estratégias de combate à mortalidade materna e infantil. Do ponto de vista acadêmico, contribuiu para a formação do Centro Internacional de Classificação de Doenças, que foi fundamental para conhecer a morbimortalidade no Brasil e em todos os países da América Latina”.
Atualmente, Laurenti atuava como docente permissionário da Universidade de São Paulo e era diretor do Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde para a Família de Classificações Internacionais (Centro Brasileiro de Classificação de Doenças).
Foi um dos responsáveis pela implantação no Brasil de um modelo único de declaração de óbito (atestado de óbito), além da implementação de um Sistema Nacional de Mortalidade (1975/76) e da Declaração de Nascidos Vivos e do Sistema de Informação de Nascidos Vivos (Sinasc), em 1992.
No que diz respeito à prestação de serviços à comunidade, o professor fez a versão para o português da Nona e Décima Revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-9 e CID-10), que é utilizada em todos os países de língua portuguesa. Em 1999 prestou assessoria e treinamento pessoal a grupos de vários países latino-americanos e de outros continentes.
Em 1999, convidado pela OMS, ministrou cursos de treinamento no uso da CID-10, bem como em estatísticas de saúde, a profissionais de cinco países do sudeste asiático: Sri Lanka, Tailândia, Maldivas, Butão e Myanmar. No ano de 2000 Laurenti foi indicado pela OMS como membro do “WHO Committee of Experts on Measurement and Classification for Health”.
Nasceu em Rio Claro (SP). Depois de ter ingressado na Faculdade de Medicina da USP, em 1952, nunca mais saiu da Universidade nem parou de atuar.
Colaborou Marcellus William Janes, assessor de comunicação institucional da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP