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Friday, September 11, 2020

Valores e Objetivos

 Da ZH de hoje, artigo do Dr. Flávio José Kanter

Acho que muito do mal estar no qualestamos mergulhados, gerando infelicidade, intolerância, agressividade e depressão estão relacionados com uma visão irreal do mundo, em geral com uma dose muito grande de idealização. Provavelmente no mundo da fantasia não tem lugar nem para os virus que são muito mais abundantes na natureza, e aqui chegaram antes de nos. 
Somos induzidos a olhar somente como se vivessemos num paraíso, mito que há muito tempo já se foi.




Friday, June 05, 2020

Fronteiras do Pensamento


ÉTICA
O pensamento individual e coletivo
A ética, nos estudos da filosofia, representa os valores morais de uma pessoa ou grupo. Ou seja, como nos comportamos para que exista um equilíbrio e um bom funcionamento social. Se analisarmos o que já aconteceu em escala global no ano de 2020 é possível constatar como o debate sobre o “coletivo” está em pauta. Talvez mais do que nunca esteve antes.

A questão do pensamento e das ações individuais e coletivas saíram do campo teórico e imaginário e aterrissaram na prática. Temos um foco (ou ameaça, se preferir o termo) comum para enfrentar. E ficou mais fácil de entender a diferença, os benefícios e os processos envolvidos quando nos focamos no coletivo. No bem comum. Permanecer em casa em isolamento social, por exemplo, é uma destas ações individuais que contribuem para o todo.

Este é apenas um exemplo direto. E pode ser amplificado para outras questões importantes como racismo, intolerância e preconceito. Mas como podemos ser mais éticos, justos e humanos? A filosofia, a justiça, a igualdade e – claro – a humanidade serão assuntos da temporada deste ano do Fronteiras do Pensamento, que vai trazer o tema Reinvenção do humano. E aproveitamos para fazer uma seleção especial de vídeos, nesta newsletter de conteúdos especiais, que desenvolvem algumas ideias e conceitos.

Fernando Savater fala sobre a ética para tempos globais. Kwame Anthony Appiah explica como abordar a questão do racismo. Michael Sandel aborda a humanização através da convivência. Leymah Gbowee apresenta a receita para mudar o mundo. E Karen Armstrong resgata a perdida arte do diálogo. 
Cuidar do pai e da mãe. Dos filhos. Dos vizinhos. Da comunidade. Das pessoas que aparecem nas tragédias dos telejornais. Dos amigos do Facebook. O filósofo espanhol Fernando Savater, conferencista do Fronteiras em 2015, explica como fica a ideia de ética nestes tempos em que as comunidades com as quais nos importamos não têm fronteiras.

Quer lutar contra o preconceito racial no mundo? Kwame Anthony Appiah, teórico cultural ganês mundialmente reconhecido por suas obras ligadas a etnias, racismo, identidade e moral e conferencista do projeto em 2013, tem uma lição para passar. Antes de acusar alguém de racista, pare e reflita.

Michel Sandel, filósofo político norte-americano e conferencista do Fronteiras em 2014, aponta a importância da infraestrutura urbana para reduzir a segregação entre diferentes grupos e classes sociais. Para ele, além da questão da desigualdade, deve-se pensar no desenvolvimento de uma convivência para a formação da conexão e solidariedade entre pessoas de origens distintas.

Leymah Gbowee, Prêmio Nobel da Paz e conferencista do Fronteiras em 2013, fala sobre o que considera o início da consciência social em cada indivíduo e explica o poder de começar pequeno para expandir projetos, lutas e metas.

Como a capacidade de diálogo, alicerce do ensinamento socrático, tornou-se uma competição para derrotar e humilhar os oponentes? A escritora britânica Karen Armstrong, conferencista do projeto em 2013, alerta sobre a importância da regra de ouro como base da convivência em sociedade.

Esperamos que tenha gostado desta edição da nossa newsletter de conteúdos especiais. Nosso debate, enquanto a temporada não inicia, continua por aqui e nas redes sociais do projeto. Envie seus comentários. Nós seguimos próximos, mesmo a distância.

Um abraço e até a semana que vem!

Sunday, August 11, 2019

PhD

Mais um belo artigo do primo da Dra. Valderês: Fernando Robinson Neubarth

Monday, January 22, 2018

Assumindo os 70% de chance...

Há dez anos atrás, não lembro qual jornalista, enviou-me um questionário cujas respostas re-encontrei ontem. Ao quase se completar o período para o qual estimei minha chance de sobreviver, achei que seria hora de publicar o texto e desafiar minha capacidade de previsão...
Não mudaria nada nas respostas, apenas duas descobertas a mais acrescentaria como interessantes: 

  1. a ideia de que tudo está interconectado (no espaço e no tempo) mesmo quando nossa percepção não alcança - dentro de nos (até o microbioma), no ambiente, mas muito mais além, até na dimensão cósmica.
  2. nossa mente não é propriedade de cada um, nem se restringe ao cérebro ou ao corpo humano, mas se estende e está em permanente intercâmbio com as pessoas e o mundo no qual vivemos.
Continuo conectado principalmente com amigos que queiram trocar ideias sobreo assunto.


PERGUNTAS PARA RESPONDER:
(Hoje, 03/07/2008 – meu nascimento em 01/07/1934)
Diga-me o que o amedronta mais?
A insanidade mental.
Qual é a coisa que você mais quer?
Ver minha família feliz, realizada e segura, num ambiente de paz.
E o que você mais odeia?
A desonestidade. Eu ia responder a violência, mas odiar e faltar com a verdade são formas de violência...
O que você mais ama?
Oportunidade de comunicação
Qual a coisa mais interessante que observou recentemente?
A hipótese de que vivemos num "multiverso", e não num universo.
E como você vê sua vida no futuro?
Com 30% de probabilidade de morrer dentro dos próximos dez anos, ou se quiserem, com uma probabilidade de 70% de sobreviver um pouco mais; entretanto com tempo insuficiente para completar tudo aquilo que desejaria fazer. Acho melhor assim do que pensar que tudo está acabado e que não teria mais o que fazer na vida...
O que é terra natal pra você (poderíamos substituir por: o que é Porto Alegre para você? Ou como vê Porto Alegre?)
Terra natal é onde se nasce. Para mim é Santa Maria. Entretanto Porto Alegre é onde vivo há mais de 50 anos e onde consegui me realizar junto com minha esposa e minha família. Se fosse possível superar a desigualdade social existente, diria que poderia ser a cidade ideal para se viver.
E onde você quer viver?
A resposta a pergunta anterior pode ser considerada também como resposta para esta última. Já pensei em viver em Genebra ou Washington (onde tive chances e convites para ficar). Pensei também em viver na Noruega; mas, ainda mais agora, desejo viver o que me resta em Porto Alegre (na Avenida Bastian, 212).

Saturday, August 05, 2017

Proposta de excursão pela essencia de ser Humano

Pretendo fazer uma experiência, sem antecipar se terá duração, continuidade ou interesse por parte de meus amigos, ou quem simplesmente visite esta página. Tentarei reler, ler e fazer anotações relacionadas com o livro de Daniel J. Siegel expondo o conteúdo no Blog AMICOR. 


Resultado de imagemSe alguém mais quiser entrar no jogo ficarei feliz e estaríamos realizando de forma explícita, em companhia, a jornada proposta no livro. Se não, servirá para me ajudar a manter a atenção na leitura e discutir o conteúdo comigo mesmo, com intenção de ir acomodando e compatibilizando minha mente com a do Daniel.


MIND
A JOURNEY TO THE HEART OF BEING HUMAN
Daniel J. Siegel - 2017 WW Norton Co.
New York Times bestselling


“Daniel Siegel widens our world with this mind-opening-and mind-bending-exploration of mind itself. From a journey through MIND emerges a compelling sense of our connection to each other, and to the universe” Daniel Goleman (emotional Intelligence).


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(42)The System of Mind: Complex Systems, Emergence, and Causality
If we consider that our mind are part of an interacting interconnected system that that involves our bodies and brains, as well as the environment in which we live, including our social relationships,me may be able to reconcile how the mind is part of one system that seems to be in two places at once. To understand this possible system of the mind, here we’ll explore the science of systems.
………………
(44)What we understand at this moment to be the essential nature of neural activity is that the basic cells, the neurons, are active and link to each other through the flow of energy in the form of electrochemical energy transformations. Whether this is at the membrane level with something called action potential, or some energy process within the micro-tubules deep within the neurons themselves, some shift in energy happens at the cellular and sub-cellular levels. An action potential is the movement of charged particles, called ions, in and out of the membrane of the neuron. When this flow, the equivalent of an electric charge, reaches the long axon’s end, a chemical called a neurotransmitter is released into the synapse, the space between two connected neurons. This molecule acts like a key and is received by the downstream neuron’s membrane, at the dendrite or cell body, to activate or inhibit the initiation of an action potential of this receiving post synaptic neuron. There are likely many, many other yet-to-be-studied processes as well, both at the membrane level and the constituents of the neurons and other cells themselves. But at this moment, our general sense is that brain activity is some form of the flow of something we can simply call electrochemical energy. We can measure this brain activity with magnets and electrical devices and we can influence this activity with magnets and electrical stimulation. This energy flow is real and measurable.
………….
(55) Seeing these many facets of mind as emergent properties of energy and information flow helps link the inner and inter aspect of mind seamlessly. Energy and information are within and between, and in the emergent process arising from them would be within and between as well.This view of the mind as both an embodied and relational process moved as beyond perhaps overly simple, restrictive views of mind-as brain-activity and  enabled anthropologists studying culture, sociologists studying groups, and even psychologists and psychiatrists like myself studying family interactions and how they shape a child’s development, to  all have a shared a view of how mind emerges as much in relationships as it does from physiological, embodied processes including brain activity. In other words, mind seen this way could be in what seems like two places at once as inner and inter are part of one interconnected, undivided system. In reality these are not two places, but one system of energy and its flow.


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  • O que este parágrafo, ou esta expressão da mente do Daniel, suscitou da minha ao nos conectarmos, foi uma percepção do significado e do mecanismo de preservação da cultura coletiva.
  • Também tive uma ideia paralela: Nosso conhecimento não é formado por um conjunto de idéias contínuas como nos parece, mas se constitui de fragmentos que juntamos por fazerem sentido. Os intervalos são preenchidos por nossa imaginação e fragmentos de experiências que não necessariamente estão no mesmo contexto e em nossa mente parecem coerentes ou atendem interesses outros que satisfazem. Isso está de acordo com a conhecida frase de Albert Einstein: “Imagination is more important than Knowledge”.
  • Assim, dependendo da imaginação de cada um, os sentidos dos conhecimentos não são nunca idênticos e podem até estar em oposição.
  • O que parece uma fragilidade é algo que se encaminha para a depuração na formação da cultura coletiva, assim como acontece com a evolução biológica: informações genéticas com toda sua fragilidade vão se depurando na busca do conjunto que melhor se adapta às circunstâncias.
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(55) This leads one to consider that the boundaries between synapse and soma, self and society, don’t have to be as artificial as t5hey seemed in previous models such as the “biopsychosocial” views that I had been taught in medical school. Mind as emergent was a powerful model, and one aspect of mind as the emergent, self-organizing process that regulates that flow was profoundly helpful to enable us to collaborate as a group coming from such distinct backgrounds. This view fo self-organization was not of three different interacting realities as commonly presented in those models, but one reality of energy and information flow.
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    • O AMICOR Reginaldo Hollanda Albuquerque, de Brasília, manifestou-se interessado no livro do Daniel Siegel, o que já pode ser considerado com alguns passos da mesma jornada.
    • Não sei bem porque (imagino) o livro não está disponível no formato Kindle. Tive que encomendá-lo com capa dura da Amazon.
    • Mas a minha proposta experimental é de ir digitando na medida em que vou lendo, assim como já fiz de alguns parágrafos, para por a disposição dos amigos para irem lendo junto, um pouco cada dia. Não sei se vai dar certo mas para mim está me motivando a seguir em frente, e não deixar outros assuntos passarem na frente. Estou há vários meses com o livro, gostei muito da ideia e da proposta, mas fiquei muito tempo só imaginando o que deverá vir para adiante.
    • Com a facilidade e a enxurrada de materia e novidades propiciada pela Internet eu deixei muito de ler e digerir melhor coisas importantes.
    • Assim, se quiseres, mesmo sem ter o livro, és meu primeiro companheiro de jornada. Me proponho a ler ao menos um parágrafo por dia, posso enviar o que foi lido por e-mail, e postar cumulativamente no blog o progresso da semana, sempre com o ícone da capa do livro que também muito me encantou.
    • A ideia central do Daniel acho que é muito produtiva e pode vir a explicar muito da mente humana, especialmente de seu funcionamento coletivo e cultural, do fluxo energético eletro-químico intra e inter, como ele diz repetidas vezes.
    • Aliás, já vou postar essa nossa conversa, aposta ao que já está no blog para o dia de hoje. Se aparecer mais alguém já nos pega no meio do caminho.
    • Esta última frase lembrou-me de outra que li enquanto estava no curso ginasial e que nunca esqueci: "Lorsqu'il y a dix pas à faire vers quelqu'un, neuf n'es que la moitié du chemin..." (Jules Barbey d'Aurevilly)