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Monday, September 10, 2018

violencia

https://docs.google.com/document/d/1GQcmY1HY4sH5dOcwvhgb1SPqAdGTBPW77ivomR-GfYo/edit
VIOLÊNCIA
Aloyzio Achutti. Membro da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina

            Convive-se num clima generalizado e crescente de violência. Está por toda a parte: nos jornais, no rádio, na televisão, nas revistas, está no quotidiano, bem a vista...
            Assume também várias formas: no trânsito, nos assaltos e seqüestros, contra a mulher, a criança e o velho, no esporte, no comércio, na política, na academia, entre países, etnias e vizinhos, contra animais e contra a natureza, na própria natureza provocada, entre religiões, na propaganda, na intensidade do som, entre aqueles que lutam por justiça e equidade social, no terrorismo e no desrespeito a si mesmo. Parece que não existe mais outra forma de manifestação e relacionamento.
            Discute-se muito sobre a explicação do fenômeno: drogas, aumento populacional, para-efeito da comunicação, desigualdade social, falta de religião...
Alguns dizem que é da natureza humana e que sempre foi assim.
Entretanto, existe uma forma de violência que não tem sido suficientemente explorada: a violência moral.
Violência moral acontece quando o governo, menosprezando a inteligência da população, expropria parte significativa do produto interno (quase a metade) através de impostos maquiados, sem declarar claramente o quanto, e muito menos, aonde vai gastar; quando privilegia quem ocupa estruturas de poder e desvaloriza e avilta aqueles que prestam serviço na construção da cidadania através da educação e aqueles que cuidam da saúde das pessoas. Quando ignora a identidade do cidadão individual, mesmo quando alardeia o coletivo na busca do poder.
O mesmo acontece quando são jogados uns contra outros enfraquecendo e alienando a capacidade de controle social. Também é vilipêndio a corrupção impune e encoberta, transmudada e legitimada como negociação política necessária. Estão na mesma linha a distorção dos fatos e a propaganda política enganosa que termina legitimando comportamento semelhante no comércio e na oferta ilusória de financiamentos.
Cada leitor deve ter exemplos semelhantes para acrescentar nesta lista, mas o que importa é que esta violência moral institucionalizada termina por justificar e fomentar o comportamento de cada indivíduo, desenvolvendo uma nova cultura e desagregando o tecido social. Os fundamentos estão em desvalores da competição selvagem, da intolerância, da discriminação e da esperteza covarde, gerando descrédito, infelicidade e desespero generalizados.
De nada adianta se alardear que o crescimento virá, se a casa está dividida, se a entropia está sendo fomentada, se a confiança se desfez e se os fundamentos são imorais.

Essas considerações não são exclusivas para nosso país, aplicam-se para quase todo o mundo, para a academia, para muitas empresas, para muitas ONGS, cooperativas, etc... Não há para onde fugir, é necessário tentar arrumar nossa casa global, peça por peça.
+++++++++++++++++++
Violência e Entropia (08/06/2015)
Aloyzio Achutti. Médico.

A violência sem a modulação da racionalidade é no mínimo um desperdício de tempo e de energia e, geralmente ocasiona danos irreparáveis e com potenciais consequências tardias.
Ação e reação, além de um principio físico pode ser também extendido à psicologia, mas a inteligência e a razão precisam intermediar o processo e evitar danos maiores, antes que um ou os dois contendores se destruam.
Também quando as agressões forem mais frequentes, como nos dias atuais de criminalidade crescente, quem tem juizo tem que se perguntar sobre a causalidade e o que é possível fazer para todos juntos prevenir, em vez de somente remediar ou revidar.
A propósito lembrei-me do livro Freakonomics de Levitt e Dubner quando analisaramm as variações nos índices de criminalidade de Nova York e as interpretações que se faziam, como sendo resultado de ações repressivas e do aparato policial - havia interesse político eleitoral nessas interpretações. A final, parece que o controle da natalidade e a redução das crianças de rua, sem o carinho materno, marginalizadas, e sem perspectiva na vida, é o que melhor explicava o fenômeno.
Um aspecto da questão que poderia ser discutido é o da utilização de um tema desses, de tanta relevância, como objeto de distração, de disputa de poder, em vez de contemplar de forma sinérgica a marginalização social, sabidamente na origem de todos esses males.
Fiquei curioso para saber o quanto seria possível poupar evitando a contenda política infrutífera, e a utilização dos recursos desviados (legal e ilegalmente) para financiamento de campanha em programas de recuperação social.
Não incluí na cogitação o dinheiro roubado, tirando proveito de posições de vantagem no centro do poder, provavelmente maior do que aquele roubado pelos marginais sobre os quais se concentra a discussão.
O desvio de dinheiro público a partir do centro do poder é também uma violência, e por se evaporar sem nenhum proveito social, desviado da finalidade a que deveria se dedicar a máquina estatal, pode ser considerado também como entrópico.
Já que a sociologia, a moral e a ética não conseguem nos ajudar, quem sabe apelando para a física poderíamos conseguir compreender melhor a origem de nossos males?
A lição que está se passando do centro do poder para a marginália é que a violência e o roubo são lucrativos, que recursos estão sendo disperdiçados, e portanto poderiam ser melhor aproveitados, acessando-os diretamente por um extrato para o qual a sociedade não oferece melhor opção.


Sunday, September 09, 2018

Violência

Violência
Mais uma vez, tive vontade de escrever sobre o tema, mas preferi ressuscitar alguns artigos já publicados anos atrás. Clicando no título, deve abrir um link com alguns deles.

Sunday, December 31, 2017

Tensão Social

Este artigo, gentilmente enviado por uma amiga - Vera Veríssimo - pode ser uma das últimas reflexões para 2017, apontando para uma nova tensão social relacionada com desigualdade, expressando-se por crescente violência. Por aqui, as desigualdades principalmente econômica, étnica e de gênero com as quais nos acostumamos a conviver e tolerar, poderiam ser consideradas como equivalentes aos problemas migratórios e de islamização em outras partes do muindo. 
Parece haver um arquétipo determinante e muito forte, provavelmente relacionado com identidade/identificação.
Há o que pensar quando se deseja um mundo melhor e um Feliz Ano Novo...

Tuesday, August 30, 2016

De Hobbes a Rousseau

Artigo na ZH de hoje de meu companheiro de Hidroginástica

Antonio Domingos Padula: de Hobbes a Rousseau: selvageria ou civilização? 

Antonio Domingos Padula: de Hobbes a Rousseau: selvageria ou civilização? Professor titular na Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

30/08/2016 - As estatísticas e os últimos acontecimentos sobre a violência e a
insegurança pública  no Rio Grande do Sul revelam que a sociedade gaúcha
está avançando a passos 
largos para o que o filósofo do século 17, Hobbes,
chamava de estado de 
"guerra de todos contra todos", ou seja, estado natural de
selvageria. Contrapondo Hobbes, 
outro filósofo, do século 18, Rousseau,
argumentava que o homem nasce bom, mas a 
sociedade o corrompe.
Hobbes e Rousseau propunham meios e caminhos para tornar a 
existência
humana civilizada e suportável.








Hobbes defendia que o papel civilizador deveria ser desempenhado pelo Estado, que chamou de Leviatã. Para Hobbes, o Estado deve criar regras de convivência social e exercer poder de polícia para impedir que os indivíduos se comportem de forma selvagem. Já para Rousseau, o processo civilizatório deveria ser conseguido por meio da celebração de um contrato social, que incentive e leve os indivíduos a se comportarem de forma civilizada.
No século 20, economistas institucionalistas (Coase, North, Williamson) argumentaram que para que haja desenvolvimento econômico e social, faz-se necessário estabelecer uma estrutura de regras de convivência social que incentive o comportamento colaborativo e desestimule o comportamento oportunista. A aproximação do estado de "guerra de todos contra todos" que nos encontramos parece que tem sua origem delineável. Tanto o Estado quanto a sociedade gaúcha foram, ao longo do tempo, estabelecendo contratos e regras de convivência que levaram o Estado a se afastar da razão de sua existência. Passou-se a responsabilizar o Estado por um conjunto vasto de serviços e atividades que ultrapassam sua capacidade de financiamento e execução.
Ao longo desse processo, o Estado acabou sendo capturado pelas corporações de ofício (sindicatos e representações de classes) de servidores dos três poderes, que se tornaram mais poderosas que o Estado e passaram a obter rendas (rent seeking) maiores do que a sociedade é capaz de financiar com o pagamento de impostos.
Assim, não resta ao Estado e à sociedade gaúcha outra alternativa que não seja a repactuação de um novo contrato social. Ao Estado, conforme os filósofos e economistas, cabe tão somente zelar pelas regras de convivência social que levem à segurança, ao desenvolvimento e à liberdade dos indivíduos. "Nunca antes na História", a sociedade esteve tão desejosa de que o Estado cumpra seu papel. A presença da Força Nacional no RS é bem-vinda, mas é apenas um paliativo efêmero.

Sunday, January 11, 2015

Tolerância x Violência

A vida e a saúde podem ser observados como variações (dinâmica) com equilíbrio. Tudo que ultrapassa certos limites pode ser considerado como violência (seja de que natureza for: física, química, psicológica...). O ponto crítico está nos limites e na tolerância, em princípio necessários para manter o equilíbrio, a saúde e a vida. A evolução exige adaptação dentro de limites que garantam a não extinção. A evolução traz a diversidade tanto na diferenciação das características físicas e psicológicas, quanto nos limites, no ritmo e na velocidade das mudanças, acarretando conflitos (violência) na co-existência.
Houve época em que o entrechoque (violência) aconteceu longe do território das populações hoje política e economicamente dominantes enquanto elas se expandiam como conquistadoras. Agora o movimento se dá no sentido inverso: populações que evoluíram afastadas foram atraídas e se chocam (violência) em casa.
A globalização é o desafio atual para a tolerância.

Da ZH de hoje 11/01/2015

Sunday, July 07, 2013

Saúde Urbana

Medicina Social – Saúde Urbana
Considerações a partir de anotações para um encontro com o grupo do Departamento de Medicina Social da UFRGS que trabalha com a Vila Sossego. (Aloyzio Achutti)

Palavras chave: Equilíbrio, saúde, vida, sustentabilidade, antagonismo, violência, estresse, desigualdade, pirâmide social, identidade, dependência, autonomia, inserção social, comunicação, racionalidade, emoções, felicidade (ou contentamento), tristeza, medo, desgosto, raiva e surpresa, rejeição, marginalização, amor, ódio, psicologia social, antropologia, processo decisório, economia, prioridades, democracia, transporte, educação, habitação, segurança, salário, controle da corrupção, urbanização, sistema recompensa, mercado, política, moda, propaganda, protesto, repressão, saúde urbana, punição, crise, pânico, consumo, investimento, prevenção, corrupção, credibilidade.

Equilíbrio deve ser inerente aos conceitos de vida e de saúde. Pode ser instável, mas dentro de limites de sustentabilidade. A ruptura desses limites dá lugar a doença e morte. Aliás, parece ser uma característica constante no universo – não só no mundo biológico - a presenças antagônicas que se equilibram.
Como tudo está em movimento, a estratégia para controlar harmonicamente as forças geradoras é o antagonismo. A percepção desse fenômeno omnipresente deve ter dado origem ao Yin e Yang do Taoismo.

O equilíbrio é dinâmico e permite um curso mais suave e controlado. Toda ruptura é uma violência. O desequilíbrio pode se manter por algum tempo a custa de estresse, com prejuízo inicial da posição mais fraca. Nesse jogo, como li uma vez num documento do Banco Mundial, o potencial perdedor não pode ser estrangulado até ser eliminado, pois isto terminaria com o jogo. É possível que esta expressão tenha sido originada da fração privilegiada do mundo capitalista que tem consciência da desigualdade e da importância dos estratos submetidos a condições sociais menos favoráveis que sustentam e mantém os andares superiores da pirâmide.

Ideias associada que precisariam ser exploradas neste contexto são: identidade e dependência/autonomia. No universo tudo está interdependente, mesmo que não se consiga identificar os laços de união. Nossas posições dependem de forças que nos sustentam e contra as quais naturalmente reagimos. Na cadeia biológica estamos inseridos e é da interação com seus elos que conseguimos existir, sobreviver e desenvolver. Nossa existência como indivíduos é uma abstração, pois fazemos parte de um todo maior cujos limites (se é que existem) se perdem nas dimensões do universo.

Em contraponto com esta verdadeira simbiose a natureza protege a identidade de cada indivíduo com códigos e senhas invioláveis a ponto de que até gêmeos univitelinos (com material gênico que pode ser idêntico), vão se tornando distintos, com as marcas das experiências de vida de cada um.
Novamente estamos frente a conceitos antagônicos: a interdependência total (com a mãe, com outras pessoas da família e da comunidade, plantas, animais, insumos os mais diversos, bactérias que nos habitam ou com as quais nos inteiramos, com o meio ambiente, a força da gravidade, a radiação solar, e tantos outros seres e forças cósmicas com as quais estamos em permanente intercâmbio) em contraponto com o total isolamento em nossa identidade pessoal que depende de recursos de comunicação sensoriais ou desenvolvidos pela tecnologia.

Ao ter consciência de nossa identidade, de nosso “self”, protegemos obsessivamente nossa privacidade, mas buscamos desesperadamente parceiros de quem possamos obter apoio, aprovação ou fazer trocas. Enquanto esperamos que nos reconheçam e respeitem como indivíduos autônomos, procuramos a qualquer custo um rótulo coletivo que mostre nossa identificação com uma família, uma etnia, uma comunidade, uma nacionalidade, um clube, um clã.

É tão sério este dilema que o maior trauma psicológico costuma ser o da rejeição como resposta a uma pretensa aproximação. Aqui se situa a encruzilhada dos laços afetivos, o amor e o ódio, que podem ser surpreendentemente intercambiáveis, na dependência do sucesso ou da frustração.
Parece que esta consciência da identidade individual está profundamente marcada em nosso cérebro, assim como nossa identidade biológica a nível molecular, em nosso DNA e estruturas paralelas que o acompanham. As reações são antes afetivas e pouco ou nada racionais, o que implicaria em estuda-las sob esta perspectiva, e não tanto com o instrumental da ciência tradicional.

Se do ponto de vista individual isto for verdadeiro, a nível social fica ainda mais complexa sua compreensão, ou mais simples se assumirmos que há muito menos diferença no comportamento coletivo do que na identidade dos seus componentes. Um artigo me chamou atenção recentemente sobre o reconhecimento de expressões faciais índices de reações afetivas: seis emoções podem ser consideradas como básicas se as valorizarmos à luz de uma pesquisa recente: felicidade (ou contentamento), tristeza, medo, desgosto, raiva e surpresa ( six basic emotions—happiness, sadness, fear, disgust, anger, and surprise). Esta interessante pesquisa foi feita com populações de diversas partes do mundo e culturas diferentes, algumas em estagio ainda primitivo e sem escrita, todos os entevistados conseguiram reconhecer as expressões faciais correspondentes, o que parece evidenciar as profundas raízes dos padrões de reação afetiva.

Lembrei-me também de algo que li sobre comportamento parece que de um tipo líquen encontradiço nos jardins como mancha esverdeada cujos componentes sobrevivem individualmente quando dispõe de abundante substrato, mas que se reúnem como se fossem colônias em situações de penúria. (fonte freakonomics??).
Para entender comportamento necessitamos aprofundar conhecimentos de psicologia e em especial de psicologia social. Lembro sempre ponderações de um amigo epidemiologista falando de nossa ignorância sobre dois domínios essenciais para lidar com população: antropologia e processo decisório. Tudo isso tem a ver com as motivações que nos levam à prioridades e escolhas. Não é de surpreender também que muitas das pesquisas nesta área se fazem com valores monetários. Outro amigo me dizia que economia não é senão uma maneira quantificada de estudar a relação (comportamento) interpessoal e com as circunstâncias.

Os protestos e recentes movimentos de massa podem ser considerados como expressão, ou sintoma do estado da saúde urbana. Vozes das ruas, democracia, reinvindicação por valores legítimos: transporte, saúde, educação, habitação, segurança, salário, controle da corrupção, definição de prioridades na política econômica, etc...Os arranjos da vida urbana são os caminhos encontrados para a agregação, apoio, facilitar comunicação, mobilidade, acessibilidade a serviços e recursos. Se o fenômeno urbano tem origem na busca destes objetivos, segregação, rejeição e frustração desses anseios geram estresse, inveja, raiva e agressividade, com todas as consequências biológicas e sociais conhecidas. A proximidade geográfica e física da cidade facilita a comparação das diferenças sociais, torna impossível ocultar as diferenças entre o privilégio e a marginalização.

Pode-se questionar o direcionamento de nossas preocupações como paternalismo assistencial aos socialmente marginalizados. Pergunta: são os marginalizados que sustentam a desigualdade, ou os que detêm o poder (político, econômico ou de qualquer outra natureza)? Do ponto de vista físico é a base que sustenta o ápice da pirâmide, mas do ponto de vista da manutenção política da estruturação social, é o contrário.
Nos movimentos pacíficos recentes parece sem dúvida que predominam os jovens, mas não os de grupos marginalizados. Estariam estes entre os mais violentos que se expressaram com agressões e destruição, fruto da frustração e do ódio descontrolados por falta de educação e de recompensa e perspectiva na vida? A repressão à violência também faz pensar na efetividade da estratégia que reage da mesma forma. Pode equivaleria à eficácia da experiência negativa, ou da dor, como caminho para a mudança de comportamento. Seria tentativa de usar uma “recompensa negativa” ? Será que a punição resolve ou reafirma a posição do punido, e suscita mais ódio? O resultado favorável de nossas experiências é porque o ódio tende a se extinguir espontaneamente, ou acontece por efeito direto da violência punitiva?

Numa aula inaugural do curso de epidemiologia há alguns anos parti a apresentação de um modelo que iniciava com a violência responsável pelo desequilíbrio da saúde, levando à doença, destruição e não sustentabilidade. Sempre me impressionou o elastério das catecolaminas entre as variáveis biológicas, quando comparadas com outros parâmetros. Parece que estamos biologicamente predispostos a lutar ou fugir e que estas seriam nossas reações mais primitivas, especialmente em momentos de crise e de reação em cadeia (pânico/populacional)
Nosso vezo acadêmico de estudar e interpretar tudo com os instrumentos científicos tradicionais, nos leva à ilusão de que as decisões e ações sejam também racionais. Assim como em política, as decisões são primariamente estratégicas, emocionais e motivadas por interesses diferentes daqueles que são enunciados. Também no mercado e na política eleitoral, propaganda e moda são determinantes.

Não é de surpreender a eficiência de nosso equipamento para desenvolver dependência e a presença de tanto abuso de substâncias, e comportamentos baseados neste sistema de recompensa. Parece que a razão da existência e da importância do sistema da recompensa estaria relacionada com a facilitação da memória dos caminhos de sucesso e insucesso, evitando a necessidade de uma redescoberta do mapa a cada vez.

Poderíamos também tentar aprender com os economistas já que a economia esta tão vinculada com nossa cultura, se não com arquétipos mais primários como o de garantir o sustento alimentar e o território (provavelmente dá no mesmo). Falando com um amigo e colega de hidroginástica ele me chamava atenção para dois aspectos: o consumo e o investimento. O primeiro é o gozo do presente, desprezando o futuro. O outro visa garantir o futuro para uma melhor qualidade de vida (é o mesmo que nossa prevenção). Procurando ver a riqueza de uma nação, os dois (aparentemente antagônicos) precisam estar equilibrados. Nossa política tem incentivado o consumo, em detrimento do investimento. Tem sido uma política visando colher resultados imediatos, de quem acha que não tem futuro ou que não quer se preocupar com ele.

Pode haver alguma semelhança com quem não tem perspectiva futura, quem se sente rejeitado e encontra barreiras sociais intransponíveis, sem mesmo haver muros que pudessem ser galgados ou golpeados: deve se sentir extremamente frustrado e rejeitado. Ainda mais quando permanentemente bombardeado pela mídia ostentando com requinte tentações e esbanjamentos de toda a ordem. Se nos privilegiados nos sentimos usurpados pela corrupção e desperdício de dinheiro público, e a cínica degradação da credibilidade institucional, os rejeitados devem ter redobrados os mesmos sentimentos.

Sunday, June 23, 2013

2607 - AMICOR 16

Maioria e minoria

Aloyzio AchuttiemAMICOR EXTENSION - Há 33 segundos
*Maioria e minoria* *(enviado para ZH, mas provavelmente não será publicado...)* *Aloyzio Achutti. Médico.* O assunto de nossas conversas, o que roda em nossas mentes e a mídia repete, tenta compreender o fenômeno atual e o momento que vivemos. Nas manifestações de rua a maioria quer paz, fim da corrupção, justiça, política econômica igualitária, segurança, e condições para bem viver. Uma minoria, tem se dito repetidamente, aproveita-se para se expressar a seu modo: com violência, demonstrações de ódio, destruição e oportunidade para roubar. No meio ficam em difícil posição os represe... mais »

Anxiety & Creativity

Aloyzio AchuttiemAMICOR - Há uma hora
Kierkegaard on Anxiety & Creativity*by Maria Popova* *“Because it is possible to create — creating one’s self, willing to be one’s self… — one has anxiety. One would have no anxiety if there were no possibility whatever.”* *“Anxiety is love’s greatest killer,”* Anaïs Nin famously wrote. But what, exactly, is anxiety, that pervasive affliction the nature of which remains as drowning yet as elusive as the substance of a shadow? In his 1844 treatise *The Concept of Anxiety* (*public library*), Danish philosopher *Søren Kierkegaard* (1813–1855) explains anxiety as the dizzying effect of ... mais »

Privacy

Aloyzio AchuttiemAMICOR - Há 18 horas
Ixquick Protects Your Privacy! The only search engine that does not record your IP address. Your privacy is under attack! Every time you use a regular search engine, your search data is recorded. Major search engines capture your IP address and use tracking cookies to make a record of your search terms, the time of your visit, and the links you choose - then they store that information in a giant database. Those searches reveal a shocking amount of personal information about you, such as your interests, family circumstances, political leanings, medical conditions, and more. This infor... mais »

OCD Optogenetics

Aloyzio AchuttiemAMICOR - Há 19 horas
Optogenetics for treating obsessive-compulsive disordersJune 18, 2013 [image: optogenetic_stimulation] Obsessive-compulsive mice exhibit a defective grooming response during a conditioning task (credit: Eric Burguière et al./*Science*) By applying optogenetics (light stimulation) to specific neurons in the brain, researchers at INSERM (Institut national de la santé et de la recherche médicale) havere-established normal behavior in mice with pathological repetitive behavior similar to that observed in human patients suffering from obsessive-compulsive disorders. Repetitive obsessive-com... mais »

Diversifying the WEB

Aloyzio AchuttiemAMICOR - Há 19 horas
Diversifying your online world June 20, 2013 [image: Rewire]In a new book, MIT’s Ethan Zuckerman asserts that we need to overcome the Internet’s sorting tendencies and create tools to make ourselves “digital cosmopolitans.” The Internet promises a seemingly frictionless way of connecting individuals from around the globe. But in reality, that’s not what happens online: Instead, we clump together with people similar to … more…

Brain connections

Aloyzio AchuttiemAMICOR - Há 19 horas
Reversing the loss of brain connections in Alzheimer’s diseaseJune 21, 2013 *[+]* Photomicrograph of nerve cell during an electrical recording (left), fluorescently labeled nerve cell (right) (credit: Sanford-Burnham Medical Research Institute) The first experimental drug to boost brain synapses lost in Alzheimer’s disease has been developed by researchers at Sanford-Burnham. The drug, called *NitroMemantine*, combines two FDA-approved medicines to stop the destructive cascade of changes in the brain that destroys the connections between neurons, leading to memory loss and cognitive de... mais »

Memory: real time

Aloyzio AchuttiemAMICOR - Há 19 horas
What do memories look like? Glowing neurons reveal memory formation in vivo June 21, 2013 *[+]* A living neuron in culture: Green dots indicate excitatory synapses and red dots indicate inhibitory synapses (credit: Don Arnold/MIT) A USC research team has engineered microscopic probes that light up synapses in a living neuron in real time by attaching fluorescent markers onto synaptic proteins, without affecting the neuron’s ability to function. The fluorescent markers allow scientists to see live excitatory and inhibitory synapses for the first time, and how they change as new memories ... mais »

BigBrain

Aloyzio AchuttiemAMICOR - Há 19 horas
BigBrain: an ultra-high-resolution 3D roadmap of the human brainJune 21, 2013 BigBrain (credit: Montreal Neurological Institute and Forschungszentrum Jülich) A landmark three-dimensional (3-D) digital reconstruction of a complete human brain, called the BigBrain, shows for the first time the brain anatomy in microscopic detail — at a spatial resolution of 20 microns, smaller than the size of one fine strand of hair — exceeding that of existing reference brains presently in the public domain. The new tool is made freely available to the broader scientific community to advance the fiel... mais »

silver + antibiotics

Aloyzio AchuttiemAMICOR - Há um dia
*Bling Beats Bad Bugs* A bit of silver could be good for what ails you. In a series of experiments, researchers have found that ionic silver boosts the efficacy of common antibiotics, helps overcome antibiotic resistance, and can even extend the range of some widely used drugs. Investigators led by James Collins, PhD, of Boston University studied the ways that silver -- long touted as an anti-microbial -- interacts with bacterial cells. It turned out that the metal disrupts several bacterial cellular processes, leading to increases in reactive oxygen species and membrane permeability... mais »

Hypertension ESC Guidelines

Aloyzio AchuttiemAMICOR - Há um dia
New European Hypertension Guidelines Released: Goal Is Less Than 140 mm Hg for All Michael O'Riordan Jun 15, 2013 - 34 comments - - - - - Print - Email Editors' Recommendations - ARB-Cancer Risk Dispute at FDA Depicted in Wall Street Journal - EnligHTN-1 12-Mo Results as Renal Denervation Booms - ACE Inhibitors Better ARBs in Hypertensives Topic Alert Receive an email from Medscape whenever new articles on this topic are available. - [image: Personal Alert] Add Hypertension to My Topic Alert Drug & Reference Information - Pathophysiology of... mais »

MR immage Aorta

Aloyzio AchuttiemAMICOR - Há 4 dias
sclerosisLatest News| Videos Aorta May Hold Clues to Cardiac Health By Michael Smith, North American Correspondent, MedPage Today Published: June 18, 2013 Reviewed by F. Perry Wilson, MD, MSCE; Instructor of Medicine, Perelman School of Medicine at the University of Pennsylvania and Dorothy Caputo, MA, BSN, RN, Nurse Planner Take Posttest Action Points - Note that this analysis of a large cohort study demonstrated that increasing abdominal aortic wall thickness was associated with future cardiovascular events. - Be aware that this metric did not outperform more standard ris... mais »

Cardiologistas chegando atrasados

Aloyzio AchuttiemAMICOR EXTENSION - Há 4 dias
*(Artigo ZH 2004)* *Nós cardiologistas estamos chegando atrasados...* *Aloyzio Achutti. Membro da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina.** * A cardiologia tem tido um desenvolvimento explosivo nas últimas décadas. Entre as diversas especialidades médicas é das que mais tem reunido conhecimento científico, recursos tecnológicos, prestígio, equipamentos e técnicas de diagnóstico e de intervenção farmacológica, e de tratamento invasivo e cirúrgico. As sub-especialidades tiveram que se diferenciar para que pudessem os profissionais dominar cada um dos complexos procedimentos e adquirir a... mais »

Já foi Remédio...

Aloyzio AchuttiemAMICOR EXTENSION - Há 4 dias
*(Artigo ZH de 2004)* *Já foi remédio....* *Aloyzio Achutti. Membro da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina.* São bem recentes as histórias do medicamento contra artrite (antiinflamatório) que foi recolhido porque fazia mal para o coração, e do outro para baixar o mau colesterol, que também provocou mortes. Aliás, qualquer remédio, como substância não natural, é também um veneno, e em geral trata-se de um mal menor, que precisa ser utilizado com muito cuidado para que os benefícios procurados não sejam inferiores aos efeitos colaterais indesejáveis. Não é su... mais »

Medical cybersecurity

Aloyzio AchuttiemAMICOR - Há 6 dias
FDA urges cybersecurity for devices ‘Many medical devices contain configurable embedded computer systems that can be vulnerable to cybersecurity breaches.’WASHINGTON | June 14, 2013 “Many medical devices contain configurable embedded computer systems that can be vulnerable to cybersecurity breaches,” FDA officials wrote. “In addition, as medical devices are increasingly interconnected, via the Internet, hospital networks, other medical device and smartphones, there is an increased risk of cybersecurity breaches, which could affect how a medical device operates.” [See also: Washington ... mais »

Alzheimers: The Numbers

Aloyzio AchuttiemAMICOR - Há 6 dias
Working, Caregiving and Alzheimer’s: The Numbers *More than 5 million Americans are currently afflicted with Alzheimer’s disease, and the Alzheimer’s Association expects those numbers to rise to 14 million by 2050, with one diagnosis every 33 seconds.* Want to know what 14 million people with dementia will look like? The population of the states of Pennsylvania and Illinois are currently 13 million each, while Ohio has 11 million citizens and Georgia a million less. Pick a state. Now imagine that everyone is demented. That’s the scope of Alzheimer’s. That’s what the disease will look ...

Sunday, February 03, 2013

Luto: Santa Maria


Tamanha tragédia poderia ter sido evitada!
Tristes e dolorosas imagens de minha terra correram o mundo.
Esta foi reproduzida da coleção de imagens da Time da semana.

Wednesday, January 04, 2012

Paz








04 de janeiro de 2012 | N° 16936  



ARTIGOS ZH

Paz, por Aloyzio Achutti*

Dentre as mensagens de fim de ano recebidas, uma em especial me fez pensar, e merece ser compartilhada. Foi da jornalista Barbara Frazer, da revista inglesa The Lancet, que me procurara para escrever o obituário de nosso saudoso Scliar. A mensagem não é nova, diz “Busca a paz e vai ao seu encalço” (Salmo 34, 14). Parece que nada tem a ver com o mundo de hoje, e certamente também não com o da época em que o salmista a escreveu.

O noticiário e os outros conteúdos da mídia estão repletos de violência, guerra e desastres naturais ou provocados. Em parte estão refletindo uma seleção baseada em mecanismos de defesa contra os riscos do quotidiano, mas nem de longe se vislumbra um ambiente de paz.

Há muitas tentativas para explicar a violência, a guerra e o mal no mundo. Seriam simplesmente fenômenos naturais? Inerentes à natureza humana? Explicações religiosas, biológicas, antropológicas. Pecado original, preservação da espécie, defesa do território...

As explicações não resolvem o problema, mas ao menos nos ajudam a melhor compreendê-lo, tolerá-lo e buscar melhor controle, mesmo sem esperança de solução definitiva. Por natureza, a vida e tudo no cosmo estão em equilíbrio instável que depende de permanente adaptação. Nós, pessoas humanas, somos interdependentes e dependentes do ambiente em que vivemos, e a qualidade de nossas vidas depende também da busca desse equilíbrio.

A mensagem aponta-nos uma direção, mas não nos fala de uma chegada, pelo contrário, apenas nos estimula a prosseguir num caminho, sem desistir do projeto. Trata-se, então, de buscar uma ilusão?

Tentando melhor entender o sentido, me dei conta de que no domínio da ciência também é assim. Caminhamos em busca da verdade, mas nunca chegaremos lá. Às vezes, entramos em caminhos falsos, e, mesmo quando estamos na direção certa, cada conquista só nos faz aumentar ainda mais o horizonte da pesquisa e do questionamento...

No domínio biológico, na medicina e na saúde, também temos que conviver com incertezas, imperfeições, doenças, violências e sofrimento. No entanto, é preciso viver, aproveitar a vida e tudo de bom que ela nos oferece enquanto dure, contando com nossa capacidade de busca da adaptação e do equilíbrio.

Embora a vida de cada um sempre termine em fatalidade, para entendê-la é preciso sair da escala individual e contemplá-la globalmente (no tempo e no espaço). Temos que fazer nossa parte do projeto humano, sem ilusão de lá chegar. A vida é a jornada na qual vamos ao encalço da saúde, da verdade, do bem, e da paz.

Saúde e paz não são fins em si mesmos. São meios para nos aproximarmos de uma vida mais feliz, e o ano novo não será ainda um ano de paz, mas é preciso andar em seu encalço...
*MÉDICO
Nota: http://www.barbara-fraser.com/  Site da Bárbara, acompanhe.
She is a freelance journalist based in Lima, Peru. With 20 years of experience in Latin America, she puts a human face on current events and public policy. She offers research, writing, editing and photography services, with particular expertise in Latin American, environmental, public health and social issues. 
Member, Society of Environmental Journalists and National Association of Science Writers.

Sunday, June 19, 2011

Mapa com Dados Abertos da Segurança Pública do RS - Ano 2010



http://www.ssp.rs.gov.br/portal/principal.php?action=servicos&cod_dinamico=28

DADOS ABERTOS GOVERNAMENTAIS

A Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul entende que o controle da violência e da criminalidade passa obrigatoriamente por um trabalho integrado, construído de forma conjunta, sistêmica (em teia, em malha, em rede) entre os órgãos da Segurança Pública (Brigada Militar, Polícia Civil, Superintendência de Serviços Penitenciários e Instituto Geral de Perícias) e asociedade gaúcha. Partindo dessa premissa, a Secretaria está disponibilizando os dados da criminalidade no Estado do Rio Grande do Sul - de 2002 a 2010 - no formato de Dados Abertos”./.../

Friday, May 20, 2011

The cost of bin Laden: $3 trillion over 15 years

Falta acrescentar nesta conta as perdas nos países atacados e no resto do mundo...


May 17, 2011

Source: The Atlantic — May 7, 2011
By conservative estimates, bin Laden cost the United States at least $3 trillion over the past 15 years, counting the disruptions he wrought on the domestic economy, the wars and heightened security triggered by the terrorist attacks he engineered, and the direct efforts to hunt him down.
Certainly, in the course of the fight against bin Laden, the United States escaped another truly catastrophic attack on our soil. Al-Qaida, though not destroyed, has been badly hobbled. But that willingness may have given bin Laden exactly what he wanted: bleeding America to the point of bankruptcy.
All of that has not given us, at least not yet, anything close to the social or economic advancements produced by America’s costliest past enemies.
Perhaps the biggest economic gain from our bin Laden spending, if there is one, is the accelerated development of unmanned aircraft. That’s our $3 trillion windfall, so far: Predator drones.