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Tuesday, January 07, 2020

Acessibilidade. Big Data. Uber. Disparidade urbana

UBER

Do AMICOR Roger dos Santos Rosa

Anexos11:39 (há 4 horas)
Vejam que artigo interessante produzido a partir de Big Data do Uber sobre as relações de acessibilidade com  taxa de residentes não-brancos, quilometragem de linhas de ônibus, densidade populacional, etc. E pesquisa realizada com dados brasileiros, “acessíveis a partir do site da empresa” (!?).

Sunday, December 31, 2017

Tensão Social

Este artigo, gentilmente enviado por uma amiga - Vera Veríssimo - pode ser uma das últimas reflexões para 2017, apontando para uma nova tensão social relacionada com desigualdade, expressando-se por crescente violência. Por aqui, as desigualdades principalmente econômica, étnica e de gênero com as quais nos acostumamos a conviver e tolerar, poderiam ser consideradas como equivalentes aos problemas migratórios e de islamização em outras partes do muindo. 
Parece haver um arquétipo determinante e muito forte, provavelmente relacionado com identidade/identificação.
Há o que pensar quando se deseja um mundo melhor e um Feliz Ano Novo...

Saturday, December 16, 2017

Desigualdade

Filho do topo tem 14 vezes mais chance de seguir nele do que pobre ascender

Thursday, October 19, 2017

Desigualdade BR

Eu venho dizendo que o foco na pobreza pode ser uma estratégia para desviar o olhar do outro extremo...

Desigualdade no Brasil não caiu de 2001 a 2015, aponta estudo

Estudo foi divulgado nesta semana pela equipe do economista Thomas Piketty, famoso por propor a taxação dos mais ricos

O crescimento da renda da população mais pobre no Brasil nos últimos 15 anos foi insuficiente para reduzir a desigualdade. Segundo estudo divulgado nesta semana pela equipe do economista Thomas Piketty, famoso por propor a taxação dos mais ricos para reduzir as disparidades na distribuição de renda, a maior parte do crescimento econômico neste século foi apropriada pelos 10% mais ricos da população./.../

Thursday, September 28, 2017

Desigualdade BR

A judoca Stefannie Arissa Koyama, que disputará o Mundial de Budapeste pela seleção brasileiraBrasil não cresce se não reduzir sua desigualdade, diz Thomas Piketty

O economista Thomas Piketty durante entrevista em hotel em SP
O Brasil não voltará a crescer de forma sustentável enquanto não reduzir sua desigualdade e a extrema concentração da renda no topo da pirâmide social, diz o economista francês Thomas Piketty./.../

Saturday, October 19, 2013

RESTINGA

Parceria com a comunidade, entidades já instaladas na vila e outras que eventualmente venham a se juntar, certamente será possível acelerar e dar sustentabilidade ao desenvolvimento humano, saúde e qualidade de vida.

A AMICOR Maria Inês chamou atenção para o seguinte

Especial no Segundo Caderno de ZH, domingo, dia 20/10/2013

A batalha da cultura na RESTINGA

Marcelo Gonzatto (textos)
Diego Vara (fotos)


Em uma região distante do centro de Porto Alegre, não existem salas de cinema, mas há cineastas. Não há teatro, mas se multiplicam atores e dançarinos. Se faltam casas de espetáculo, sobram músicos e artistas em busca de público.

Vindos de um cantão da Capital quase sempre lembrado pela pobreza e pela violência, lutam contra a falta de estrutura para serem reconhecidos pelo talento - muitas vezes, contrariando opiniões de que se devotar à cultura em meio à carência é "coisa de vagabundo". Se é difícil fazer arte no centro cultural e financeiro da cidade, é um milagre na Restinga.



Ainda assim, os artistas do arrabalde não apenas insistem em se dedicar a seus ofícios como vêm conquistando reconhecimento e destaque em premiações importantes. Eliminam a lonjura para o resto da cidade a passos de dança. Deixam de ser invisíveis projetando sua imagem na tela de cinema.

Os exemplos desse fenômeno suburbano se acumulam: entrou em cartaz, neste mês, o primeiro filme longa-metragem produzido por moradores da região. Em setembro, um time de bailarinas se consagrou nas primeiras colocações do Festival Sul em Dança, um dos mais importantes do Estado. O Prêmio Açorianos do ano passado destacou o grupo Restinga Crew e o programa Trabalhos Socioeducativos do Hip Hop.

Os bailarinos, poetas, músicos e criadores em geral dos confins geográficos da Capital não fazem parte de nenhum movimento organizado. São simples fruto da persistência em uma porção da cidade marcada, desde a origem, pela exclusão. A Restinga nasceu, no final dos anos 1960, devido a um processo de remoção de casebres das áreas mais centrais de uma Porto Alegre que queria se fazer moderna, mais "limpa" e ampla. Moradores foram transferidos para uma terra de ninguém, distante mais de 20 quilômetros do Centro.

- A Restinga surgiu por processo de exclusão, quando a cidade queria ser mais veloz e bonita, construir perimetrais. Assim, foi se consolidando um imaginário pejorativo sobre o bairro, calcado em uma ideia de assepsia urbana, de que a prefeitura estava limpando a cidade. As famílias foram levadas para o meio do nada. Não tinha absolutamente nada lá - conta a geógrafa Nola Patrícia Gamalho, que fez uma dissertação de mestrado sobre a região.

Hoje, parte dessas famílias e milhares de outras que vieram depois, graças a projetos habitacionais ou invasões de área, vivem em um bairro com dimensões de município. A prefeitura conta 60,7 mil habitantes, o que representa 4,3% da população porto-alegrense. Fosse uma cidade, seria a 36ª maior do Estado, comparável à população de São Gabriel. Os efeitos do desterro forçado, porém, ainda se revelam em dados negativos como a violência e a pobreza ? índices em que o bairro se sai bem pior do que a média da Capital.

A queixa de artistas e moradores é de que só são lembrados pelo lado ruim de sua história ou durante a semana de Carnaval, quando a tradição de seus sambistas chama a atenção de todo o Estado. Para além da precariedade social e dos festejos com data para acabar, querem mostrar que sabem criar - músicas, histórias, peças, coreografias e até um bairro do tamanho de uma cidade e nascido do nada.
(Diego Vara/Agencia RBS)
(Diego Vara/Agencia RBS)

(Diego Vara/Agencia RBS)

Como ajudar?

Oficina de balé: com Elizabeth Santos, pelo telefone (51) 9172-7932
Restinga Crew: com Julio, pelo (51) 8411-1005
Associação Artística e Cultural da Periferia: (51) 9849-3673
(Diego Vara/Agencia RBS)

Versos de poeta

Tio Mano, o Quintana da Tinga

"Tinga, teu povo te ama / E o teu nome proclama / Salve a Restinga amada / A voz desse povo ecoa / Quando teu hino entoa / No largo da Esplanada".

Esses versos do poema intitulado Hino da Restinga foram criados por um morador que conquistou para si apelidos como "o poeta do bairro" ou, como ele mesmo gosta de ser chamado, "Quintana da Restinga". João Manoel Vargas Madrid, 67 anos, mais conhecido como Tio Mano, vive sozinho nos fundos de um terreno e já passou dificuldades por não ter onde morar.
Publica hoje seus livros de maneira independente e ganhou, recentemente, um troféu do Prêmio Dia do Orgulho Periférico por sua contribuição para a cultura na região.
(Diego Vara/Agencia RBS)

Luz, ação!

Atriz em busca de personagem

A Restinga se divide em duas: Restinga Velha, onde o bairro nasceu, e Restinga Nova, urbanizada posteriormente. No interior de cada uma, há ainda algumas subdivisões invisíveis determinadas pelo poder de influência do tráfico.

Esse é um dos obstáculos que a oficina de teatro oferecida pela arte-educadora e atriz Aline Ferraz enfrenta para angariar alunos jovens, algumas vezes identificados demais com a sua localidade de origem para cruzar essas barreiras.
Aline conta com a disposição de moradores como a aposentada Antônia Hyppólito, 64 anos, para participar da oficina e, aos poucos, formar uma trupe a fim de montar uma peça no bairro. Isso já foi feito no ano passado, em uma iniciativa que levou a uma apresentação baseada na história da Restinga.
(Diego Vara/Agencia RBS)

Nativismo

Um gaudério na terra do samba

Um dos mais prolíficos compositores do cenário nativista do Estado vive na terra conhecida pelo samba e pelo pandeiro e não exatamente pelas canções gauchescas e pela gaita.

Com mais de 700 canções feitas em parceria ou por conta própria, Dionísio Costa já foi gravado por artistas de renome como Os Serranos e Os Monarcas, além de já ter lançado seis CDs como cantor de conjunto e estar finalizando o quarto álbum solo.
? Sou de Seberi, mas vim para cá pequeno. Me sinto completamente à vontade e faço questão de dizer que sou da Restinga ? diz o compositor.
Para manter o ritmo acelerado de criação, compõe algum trecho de música praticamente todos os

Sunday, July 07, 2013

Saúde Urbana

Medicina Social – Saúde Urbana
Considerações a partir de anotações para um encontro com o grupo do Departamento de Medicina Social da UFRGS que trabalha com a Vila Sossego. (Aloyzio Achutti)

Palavras chave: Equilíbrio, saúde, vida, sustentabilidade, antagonismo, violência, estresse, desigualdade, pirâmide social, identidade, dependência, autonomia, inserção social, comunicação, racionalidade, emoções, felicidade (ou contentamento), tristeza, medo, desgosto, raiva e surpresa, rejeição, marginalização, amor, ódio, psicologia social, antropologia, processo decisório, economia, prioridades, democracia, transporte, educação, habitação, segurança, salário, controle da corrupção, urbanização, sistema recompensa, mercado, política, moda, propaganda, protesto, repressão, saúde urbana, punição, crise, pânico, consumo, investimento, prevenção, corrupção, credibilidade.

Equilíbrio deve ser inerente aos conceitos de vida e de saúde. Pode ser instável, mas dentro de limites de sustentabilidade. A ruptura desses limites dá lugar a doença e morte. Aliás, parece ser uma característica constante no universo – não só no mundo biológico - a presenças antagônicas que se equilibram.
Como tudo está em movimento, a estratégia para controlar harmonicamente as forças geradoras é o antagonismo. A percepção desse fenômeno omnipresente deve ter dado origem ao Yin e Yang do Taoismo.

O equilíbrio é dinâmico e permite um curso mais suave e controlado. Toda ruptura é uma violência. O desequilíbrio pode se manter por algum tempo a custa de estresse, com prejuízo inicial da posição mais fraca. Nesse jogo, como li uma vez num documento do Banco Mundial, o potencial perdedor não pode ser estrangulado até ser eliminado, pois isto terminaria com o jogo. É possível que esta expressão tenha sido originada da fração privilegiada do mundo capitalista que tem consciência da desigualdade e da importância dos estratos submetidos a condições sociais menos favoráveis que sustentam e mantém os andares superiores da pirâmide.

Ideias associada que precisariam ser exploradas neste contexto são: identidade e dependência/autonomia. No universo tudo está interdependente, mesmo que não se consiga identificar os laços de união. Nossas posições dependem de forças que nos sustentam e contra as quais naturalmente reagimos. Na cadeia biológica estamos inseridos e é da interação com seus elos que conseguimos existir, sobreviver e desenvolver. Nossa existência como indivíduos é uma abstração, pois fazemos parte de um todo maior cujos limites (se é que existem) se perdem nas dimensões do universo.

Em contraponto com esta verdadeira simbiose a natureza protege a identidade de cada indivíduo com códigos e senhas invioláveis a ponto de que até gêmeos univitelinos (com material gênico que pode ser idêntico), vão se tornando distintos, com as marcas das experiências de vida de cada um.
Novamente estamos frente a conceitos antagônicos: a interdependência total (com a mãe, com outras pessoas da família e da comunidade, plantas, animais, insumos os mais diversos, bactérias que nos habitam ou com as quais nos inteiramos, com o meio ambiente, a força da gravidade, a radiação solar, e tantos outros seres e forças cósmicas com as quais estamos em permanente intercâmbio) em contraponto com o total isolamento em nossa identidade pessoal que depende de recursos de comunicação sensoriais ou desenvolvidos pela tecnologia.

Ao ter consciência de nossa identidade, de nosso “self”, protegemos obsessivamente nossa privacidade, mas buscamos desesperadamente parceiros de quem possamos obter apoio, aprovação ou fazer trocas. Enquanto esperamos que nos reconheçam e respeitem como indivíduos autônomos, procuramos a qualquer custo um rótulo coletivo que mostre nossa identificação com uma família, uma etnia, uma comunidade, uma nacionalidade, um clube, um clã.

É tão sério este dilema que o maior trauma psicológico costuma ser o da rejeição como resposta a uma pretensa aproximação. Aqui se situa a encruzilhada dos laços afetivos, o amor e o ódio, que podem ser surpreendentemente intercambiáveis, na dependência do sucesso ou da frustração.
Parece que esta consciência da identidade individual está profundamente marcada em nosso cérebro, assim como nossa identidade biológica a nível molecular, em nosso DNA e estruturas paralelas que o acompanham. As reações são antes afetivas e pouco ou nada racionais, o que implicaria em estuda-las sob esta perspectiva, e não tanto com o instrumental da ciência tradicional.

Se do ponto de vista individual isto for verdadeiro, a nível social fica ainda mais complexa sua compreensão, ou mais simples se assumirmos que há muito menos diferença no comportamento coletivo do que na identidade dos seus componentes. Um artigo me chamou atenção recentemente sobre o reconhecimento de expressões faciais índices de reações afetivas: seis emoções podem ser consideradas como básicas se as valorizarmos à luz de uma pesquisa recente: felicidade (ou contentamento), tristeza, medo, desgosto, raiva e surpresa ( six basic emotions—happiness, sadness, fear, disgust, anger, and surprise). Esta interessante pesquisa foi feita com populações de diversas partes do mundo e culturas diferentes, algumas em estagio ainda primitivo e sem escrita, todos os entevistados conseguiram reconhecer as expressões faciais correspondentes, o que parece evidenciar as profundas raízes dos padrões de reação afetiva.

Lembrei-me também de algo que li sobre comportamento parece que de um tipo líquen encontradiço nos jardins como mancha esverdeada cujos componentes sobrevivem individualmente quando dispõe de abundante substrato, mas que se reúnem como se fossem colônias em situações de penúria. (fonte freakonomics??).
Para entender comportamento necessitamos aprofundar conhecimentos de psicologia e em especial de psicologia social. Lembro sempre ponderações de um amigo epidemiologista falando de nossa ignorância sobre dois domínios essenciais para lidar com população: antropologia e processo decisório. Tudo isso tem a ver com as motivações que nos levam à prioridades e escolhas. Não é de surpreender também que muitas das pesquisas nesta área se fazem com valores monetários. Outro amigo me dizia que economia não é senão uma maneira quantificada de estudar a relação (comportamento) interpessoal e com as circunstâncias.

Os protestos e recentes movimentos de massa podem ser considerados como expressão, ou sintoma do estado da saúde urbana. Vozes das ruas, democracia, reinvindicação por valores legítimos: transporte, saúde, educação, habitação, segurança, salário, controle da corrupção, definição de prioridades na política econômica, etc...Os arranjos da vida urbana são os caminhos encontrados para a agregação, apoio, facilitar comunicação, mobilidade, acessibilidade a serviços e recursos. Se o fenômeno urbano tem origem na busca destes objetivos, segregação, rejeição e frustração desses anseios geram estresse, inveja, raiva e agressividade, com todas as consequências biológicas e sociais conhecidas. A proximidade geográfica e física da cidade facilita a comparação das diferenças sociais, torna impossível ocultar as diferenças entre o privilégio e a marginalização.

Pode-se questionar o direcionamento de nossas preocupações como paternalismo assistencial aos socialmente marginalizados. Pergunta: são os marginalizados que sustentam a desigualdade, ou os que detêm o poder (político, econômico ou de qualquer outra natureza)? Do ponto de vista físico é a base que sustenta o ápice da pirâmide, mas do ponto de vista da manutenção política da estruturação social, é o contrário.
Nos movimentos pacíficos recentes parece sem dúvida que predominam os jovens, mas não os de grupos marginalizados. Estariam estes entre os mais violentos que se expressaram com agressões e destruição, fruto da frustração e do ódio descontrolados por falta de educação e de recompensa e perspectiva na vida? A repressão à violência também faz pensar na efetividade da estratégia que reage da mesma forma. Pode equivaleria à eficácia da experiência negativa, ou da dor, como caminho para a mudança de comportamento. Seria tentativa de usar uma “recompensa negativa” ? Será que a punição resolve ou reafirma a posição do punido, e suscita mais ódio? O resultado favorável de nossas experiências é porque o ódio tende a se extinguir espontaneamente, ou acontece por efeito direto da violência punitiva?

Numa aula inaugural do curso de epidemiologia há alguns anos parti a apresentação de um modelo que iniciava com a violência responsável pelo desequilíbrio da saúde, levando à doença, destruição e não sustentabilidade. Sempre me impressionou o elastério das catecolaminas entre as variáveis biológicas, quando comparadas com outros parâmetros. Parece que estamos biologicamente predispostos a lutar ou fugir e que estas seriam nossas reações mais primitivas, especialmente em momentos de crise e de reação em cadeia (pânico/populacional)
Nosso vezo acadêmico de estudar e interpretar tudo com os instrumentos científicos tradicionais, nos leva à ilusão de que as decisões e ações sejam também racionais. Assim como em política, as decisões são primariamente estratégicas, emocionais e motivadas por interesses diferentes daqueles que são enunciados. Também no mercado e na política eleitoral, propaganda e moda são determinantes.

Não é de surpreender a eficiência de nosso equipamento para desenvolver dependência e a presença de tanto abuso de substâncias, e comportamentos baseados neste sistema de recompensa. Parece que a razão da existência e da importância do sistema da recompensa estaria relacionada com a facilitação da memória dos caminhos de sucesso e insucesso, evitando a necessidade de uma redescoberta do mapa a cada vez.

Poderíamos também tentar aprender com os economistas já que a economia esta tão vinculada com nossa cultura, se não com arquétipos mais primários como o de garantir o sustento alimentar e o território (provavelmente dá no mesmo). Falando com um amigo e colega de hidroginástica ele me chamava atenção para dois aspectos: o consumo e o investimento. O primeiro é o gozo do presente, desprezando o futuro. O outro visa garantir o futuro para uma melhor qualidade de vida (é o mesmo que nossa prevenção). Procurando ver a riqueza de uma nação, os dois (aparentemente antagônicos) precisam estar equilibrados. Nossa política tem incentivado o consumo, em detrimento do investimento. Tem sido uma política visando colher resultados imediatos, de quem acha que não tem futuro ou que não quer se preocupar com ele.

Pode haver alguma semelhança com quem não tem perspectiva futura, quem se sente rejeitado e encontra barreiras sociais intransponíveis, sem mesmo haver muros que pudessem ser galgados ou golpeados: deve se sentir extremamente frustrado e rejeitado. Ainda mais quando permanentemente bombardeado pela mídia ostentando com requinte tentações e esbanjamentos de toda a ordem. Se nos privilegiados nos sentimos usurpados pela corrupção e desperdício de dinheiro público, e a cínica degradação da credibilidade institucional, os rejeitados devem ter redobrados os mesmos sentimentos.