|
This Blog AMICOR is a communication instrument of a group of friends primarily interested in health promotion, with a focus on cardiovascular diseases prevention. To contact send a message to achutti@gmail.com http://achutti.blogspot.com
|
|
by James S. Grisolia, MD October 3, 2020

A second pandemic shadows our land, trailing after COVID-19: a pandemic of slumbering brains. We isolated the elderly to protect them from the virus, leaving them alone at home or in congregate living with no visitors and minimal staff contact.
Social stimulation livens the brain, slowing the march of dementia. Apart from our clinical experience, mouse models of Alzheimer's prove that stimulation slows the memory loss, even while plaques and tangles still accumulate./.../

One of the most amusing stories in all of science fiction is Douglas Adams’ The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy, where a supercomputer is tasked with uncovering “the answer.” Allegedly designed to give the answer to the ultimate question about life, the Universe, and everything, the computer spends 7.5 million years calculating what the answer would be, and finally spits it out: 42. Only, when the answer is finally revealed, no one can remember what “the ultimate question” actually was.
Fortunately, there are a number of fundamental questions in both math and physics that do have 42 as their answer. Could any of them have passed for the ultimate question about life, the Universe, and everything? Although no one can be sure — even in this fictional world — these five possibilities are among the most fascinating. Here are five fascination questions for which 42 truly is the correct answer.
Revolução de 1930 - 90 anos hoje.






Revista Mix, página Memória, 26 e
27/9/2020
Imagem: 1.200 dpi,
Crédito da imagem:
Arquivo
Bortholo Achutti
Legenda da imagem:
12 de
outubro No registro de Bortholo Achutti, em plena Revolução de Trinta,
destacam-se Getúlio Vargas, o intendente municipal Manoel Ribas e o tenente-coronel
Góes Monteiro, chefe militar da insurreição
Getúlio Vargas em Santa Maria - Revolução de 1930
Vê-se na frente, à esquerda, o
líder político da Revolução de 1930, Getúlio Vargas, ao passar por Santa Maria,
no dia 12 de outubro desse ano. Levava no pescoço a manta com a bandeira do Rio
Grande, que uma moça lhe ofertara, horas antes, em Rio Pardo. Era para ele ostentar
esse símbolo até o campo de batalha. Ao centro, o intendente Manoel Ribas, um
dos mais destacados articuladores da Revolução nesta cidade. (Encontra-se sua
casa na Avenida Rio Branco n.º 303.). À direita, com gorro e túnica, o
tenente-coronel Góes Monteiro, chefe militar das forças rebeldes.
O santa-mariense Bortholo Achutti foi mobilizado
para a Revolução, mas não chegou a viajar. Ele registrou, na gare e entornos, cenas
desse movimento conspiratório. As doze fotografias, nunca publicadas, estão com
seu filho, Dr. Aloyzio Achutti, em Porto Alegre, o qual me enviou as imagens. Selecionei
essa para a página Memória.
Em
Santa Maria, ante os rumores da Revolução, 23 senhoras caminharam, no dia 5 de
setembro de 1930, até a capela do Seminário São José, para rogar a
proteção da cidade à N.ª Sr.ª Medianeira. Nove dias depois, um grupo de fiéis foi
em procissão, conduzida pelo Monsenhor Luiz Scortegagna, da Catedral ao referido
Seminário. Foram pedir o amparo da Medianeira. Iniciava-se assim a devoção da
Medianeira em Santa Maria, diretamente ligada, portanto, à Revolução de 30.
O movimento eclodiu em Porto Alegre, às
17 horas e meia de 3 de outubro de 1930. Com a rápida tomada do QG da 3.ª
Região, próximo à Igreja das Dores, além do controle de outras unidades
militares, a capital ficou nas mãos dos conspiradores. Em seguida, a Revolução espalhou-se
por Minas Gerais, Paraíba, Ceará, Pernambuco, Pará, Paraná e outros estados.
Para
o sucesso do levante, era vital a adesão de Santa Maria, polo militar e
ferroviário estratégico para o transporte das forças rumo a São Paulo e ao Rio
de Janeiro, capital da República. Logo após as 17 horas de 3 de outubro, quando
iniciava a Revolução em Porto Alegre, o general Fernando de Medeiros, comandante
da 5.ª Brigada de Infantaria, aqui sediada, estaciona o carro defronte à
Sociedade União dos Caixeiros Viajantes (SUCV). Vai a pé ao Telégrafo Nacional,
ali próximo. Ao entrar na agência, militares conspiradores o prendem e o
conduzem ao Quartel da Brigada.
O tenente-coronel Aníbal Barão, da
Brigada Militar, assume o comando revolucionário local, ocupa repartições
federais e determina a prisão de alguns civis e militares. Antes da meia noite,
o 7º Regimento de Infantaria aderia à Revolução; o mesmo ocorre com o 5.º
Regimento, às 9 horas da manhã seguinte. A Banda do 7.º RI desfila, então, até
a praça central, onde o povo comemorava o engajamento militar da cidade à causa
rebelde.
Durante a sangrenta Revolução, uma central
de informações diárias funcionava no Centro Libertador, instalado na Praça
Saldanha Marinho. As Sociedades 3 de Outubro e João Pessoa, presididas por Annita
Barão e Anna Niederauer Jobim, prestaram socorro, nesta cidade, aos feridos nos
combates.
À meia-noite de 11 de outubro, parte de
Porto Alegre o trem de Getúlio Vargas e comitiva, rumo ao Paraná. Sobre os
motivos que o levaram a essa aventura, ele escreveu no seu diário: “Desejo
fazê-lo porque este é o meu dever, decidido a não regressar vivo ao Rio Grande,
se não for vencedor”.
A viagem foi um triunfo. Em cada parada, o
povo aclamava Getúlio como a um herói. Dos 11 vagões do trem, no primeiro, engatado
ao carro-restaurante das autoridades, iam Getúlio, o filho Lutero, o cunhado
Walder Sarmanho, o oficial de gabinete Luiz Vergara e o ajudante de ordens
Aristides Krauser. O segundo vagão era o de Góes Monteiro e do seu Estado-Maior.
Os carros seguintes, precedentes aos da soldadesca, conduziam a “escolta
presidencial”, formada por civis e militares. Além de políticos, havia jornalistas
e intelectuais, como Vianna Moog e o poeta Vargas Netto, sobrinho de Getúlio e
cronista oficial da viagem.
À tardinha de 12 de outubro, o comboio
chega a Santa Maria. Parecia que toda a cidade viera saudar a figura central da
Revolução e seus companheiros. O povo exigiu a presença de Getúlio no centro da
cidade. Na sacada da esquina do segundo pavimento do prédio do SUCV, Getúlio
Vargas e Flores da Cunha discursaram ao povo. Devido ao congestionamento das
linhas, só na manhã seguinte, às 5 horas, segue Getúlio Vargas para a Serra.
Para lutarem na Revolução, imenso era o
entusiasmo dos voluntários. Os lugares nos trens, disputadíssimos. Transcrevo um
episódio vivido em Santa Maria e narrado por Vargas Netto:
“Ninguém queria ficar!
Um gaúcho velho, que morava com seu único
filho, sem mais ninguém de parentes, seguiu com ele na primeira força que
embarcou para o Paraná, deixando, nos arredores da cidade, o seu rancho
abandonado, com essa frase escrita na porta: Este rancho pertence ao Rio
Grande!”
No dia 17 de outubro, o trem de Getúlio
estanca em Ponta Grossa (PR). Permaneceria à espera do combate em Itararé (SP),
entre 6.200 legalistas e 7.800
insurgentes. A batalha, prevista para 25 de outubro, não ocorreu, pois, na
véspera, uma Junta Governativa Provisória depôs e exilou o presidente
Washington Luís, a 22 de dias de expirar o mandato. O presidente eleito, Júlio
Prestes, não foi empossado.
Na
manhã de 31 de outubro, Vargas chega vitorioso ao Rio de Janeiro. A Junta Provisória
passa-lhe o governo em 3 de novembro de 1930. Por 15 anos, ele comandaria o país,
modernizando-o em vários aspectos e sepultando a Primeira República
(1889-1930).
Nota: Sugiro
a fixação de uma placa comemorativa na sacada do prédio da SUCV, onde, há 90
anos, Vargas discursou, rumo à vitória da Revolução.
