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Sunday, August 30, 2020
Artigo de Fernando Neubarth
No ZH do fim de semana artigo do Dr. Fernando Robinson Neubarth, primo da Dra Valderês Robinson Achutti, minha esposa
Saturday, July 11, 2020
Aureliano Figueiredo Pinto. Colóquio virtual
ACADEMIA SUL-RIO-GRANDENSE DE MEDICINA
CONVITE -
ENCONTRO VIRTUAL: LITERATURA & MEDICINA DA ASRM
Convidamos os Senhores Acadêmicos a participar do nosso próximo Encontro Virtual de Literatura & Medicina da ASRM, via aplicativo ZOOM.
Data: 14 de julho de 2020 (Terça-feira)
Horário: 18:00 às 19:00 Horas
Horário: 18:00 às 19:00 Horas
Entrar na reunião ZOOM
https://us02web.zoom.us/j/ 84488448916
https://us02web.zoom.us/j/
ID da reunião: 844 8844 8916
Localizar seu número local: https://us02web.zoom.us/u/ kvoWKuzRT
Localizar seu número local: https://us02web.zoom.us/u/
Tema: "Colóquio de Aureliano Figueiredo Pinto: o Médico e Escritor"
Saturday, July 04, 2020
O Hospital por F. Neubarth
Do primo da Dra. Valderês, Dr. Fernando Neubarth, na ZH de hoje o Hospital como personagem
https://mail.google.com/mail/u/0?ui=2&ik=5028a0f2fd&attid=0.2&permmsgid=msg-f:1671317980133949666&th=1731b6d9109b80e2&view=att&disp=safe
https://mail.google.com/mail/u/0?ui=2&ik=5028a0f2fd&attid=0.2&permmsgid=msg-f:1671317980133949666&th=1731b6d9109b80e2&view=att&disp=safe
Friday, May 29, 2020
Gilbert Keith Chesterton, (May 29, 1874, + June 14, 1936,
Das leituras de minha adolescência
G.K. Chesterton
BRITISH AUTHOR
WRITTEN BY:
LAST UPDATED: See Article History
Alternative Title: Gilbert Keith Chesterton
G.K. Chesterton, in full Gilbert Keith Chesterton, (born May 29, 1874, London, England—died June 14, 1936, Beaconsfield, Buckinghamshire), English critic and author of verse, essays, novels, and short stories, known also for his exuberant personality and rotund figure.

BRITANNICA QUIZ
Authors of Classic Literature
Who wrote Brave New World?
Chesterton was educated at St. Paul’s School and later studied art at the Slade School and literature at University College, London. His writings to 1910 were of three kinds. First, his social criticism, largely in his voluminous journalism, was gathered in The Defendant (1901), Twelve Types (1902), and Heretics (1905). In it he expressed strongly pro-Boer views in the South African War. Politically, he began as a Liberal but after a brief radical period became, with his Christian and medievalist friend Hilaire Belloc, a Distributist, favouring the distribution of land. This phase of his thinking is exemplified by What’s Wrong with the World (1910).
His second preoccupation was literary criticism. Robert Browning (1903) was followed by Charles Dickens (1906) and Appreciations and Criticisms of the Works of Charles Dickens (1911), prefaces to the individual novels, which are among his finest contributions to criticism. His George Bernard Shaw (1909) and The Victorian Age in Literature (1913) together with William Blake (1910) and the later monographs William Cobbett (1925) and Robert Louis Stevenson (1927) have a spontaneity that places them above the works of many academic critics.
Chesterton’s third major concern was theology and religious argument. He was converted from Anglicanism to Roman Catholicism in 1922. Although he had written on Christianity earlier, as in his book Orthodoxy (1909), his conversion added edge to his controversial writing, notably The Catholic Church and Conversion (1926), his writings in G.K.’s Weekly, and Avowals and Denials (1934). Other works arising from his conversion were St. Francis of Assisi (1923), the essay in historical theology The Everlasting Man (1925), The Thing (1929; also published as The Thing: Why I Am a Catholic), and St. Thomas Aquinas (1933).
In his verse Chesterton was a master of ballad forms, as shown in the stirring “Lepanto” (1911). When it was not uproariously comic, his verse was frankly partisan and didactic. His essays developed his shrewd, paradoxical irreverence to its ultimate point of real seriousness. He is seen at his happiest in such essays as “On Running After One’s Hat” (1908) and “A Defence of Nonsense” (1901), in which he says that nonsense and faith are “the two supreme symbolic assertions of truth” and “to draw out the soul of things with a syllogism is as impossible as to draw out Leviathan with a hook.”
Many readers value Chesterton’s fiction most highly. The Napoleon of Notting Hill (1904), a romance of civil war in suburban London, was followed by the loosely knit collection of short stories, The Club of Queer Trades (1905), and the popular allegorical novel The Man Who Was Thursday (1908). But the most successful association of fiction with social judgment is in Chesterton’s series on the priest-sleuth Father Brown: The Innocence of Father Brown (1911), followed by The Wisdom… (1914), The Incredulity… (1926), The Secret… (1927), and The Scandal of Father Brown (1935).
Chesterton’s friendships were with men as diverse as H.G. Wells, Shaw, Belloc, and Max Beerbohm. His Autobiography was published in 1936.
LEARN MORE in these related Britannica articles:
history of Europe: Victorian moralityAs Chesterton said of the Victorian painter Watts:…- nonfictional prose: StyleThe English author G.K. Chesterton (1874–1936), who was himself more successful in his rambling volumes of reflections and of religious apologetics than in his novels, defined literature as that rare, almost miraculous use of language “by which a man really says what he means.” In essays, letters, reporting,…
- nonfictional prose: Aphorisms and sketches…admired most, the English essayist G.K. Chesterton (1874–1936). In both writers, and in other virtuosos of the intellectual fantasy, there was a persistent refusal to regard themselves as being great, though greatness seemed to be within their reach. The humorist would not take himself seriously. Chesterton hid the depth of…
Monday, March 09, 2020
Oficina Literária Feliciate no Muhm
Oficina Literária Feliciate no Muhm
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Objetivo: Ensinar as técnicas básicas de como bem escrever, seja conto, romance ou crônica.
Será produzido um livro de contos selecionados com as criações realizadas durante a Oficina.
Data de início: 08/04 - quarta feira
Duração: 7 meses (Abril a Outubro), frequência: quinzenal.
Local: Av. Independência, 270
Horário: 14h as 17h
Orientador: Dr. Lúcio Feliciate
Investimento: R$ 250,00 mensal
Whatsapp: (51) 99505-6962
Cronograma preliminar de encontros:
Abril
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Maio
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Junho
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Julho
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Agosto
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Setembro
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Outubro
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08/04
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06/05
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03/06
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01/07
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05/08
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02/09
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07/10
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22/04
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20/05
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17/06
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22/07
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19/08
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23/09
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21/10
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Abaixo segue divulgação.
Associação dos Amigos do Museu de História da Medicina do RS
(51) 3027.3773/(51) 3027.3782
Saturday, March 07, 2020
“Portrait of a Lady on Fire”
Saturday, February 29, 2020
Wednesday, February 26, 2020
Thursday, December 26, 2019
Bible
4 fatos surpreendentes sobre a Bíblia (enviado por meu amigo Alexandre Gruszynski)
de Gutenberg, o livro que mudou a história
Johannes Gutenberg criou uma revolução há quase 600 anos. Com a invenção da prensa de tipos metálicos móveis, na década de 1450, esse ferreiro e editor alemão tornou os textos na Europa mais acessíveis.
Muito antes, livros como o Diamond Sutra, a mais antiga obra impressa conhecida, cuja cópia mais antiga remonta ao ano de 868, foram produzidos na China e na Coréia com impressoras feitas primeiro em madeira e depois em bronze.
Mas a invenção de Gutenberg era diferente. Com ela, foi possível imprimir muitas cópias do mesmo texto rapidamente. E o livro que Gutenberg escolheu para iniciar sua produção em série foi a Bíblia.
Thursday, October 10, 2019
Sunday, August 11, 2019
Friday, August 09, 2019
Solo de clarineta 1
Nosso neto Pedro Martin, estudante de medicina em Buenos Aires, hoje em nossa biblioteca encontrou uma dedicatória do Erico de 1973.
Thursday, July 04, 2019
Jornal Mente Corpo
Dr. João Gimes Mariante e Jornalista André Pereira.
Jornal Mente/Corpo, Ano XVI, No. 171, Junho 2019. Pag. 4 e 5. (clicando na imagem fica legível
Jornal Mente/Corpo, Ano XVI, No. 171, Junho 2019. Pag. 4 e 5. (clicando na imagem fica legível
Tuesday, July 02, 2019
De Jacy de Souza Mendonça
De nosso amigo de velha data e compadre. Não deixem de degustar...
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Friday, May 31, 2019
Coluna Fernando Neubarth - Boletim da Soc. BGr. Reumatologia
De paixões, meteoros, buracosnegros e fósforos riscados
Coluna Fernando Neubarth
Coluna Fernando Neubarth
Tenho um amigo de infância, Carlos Fernando Jung, que mora na cidade onde crescemos, Taquara do Mundo Novo. É engenheiro e professor e passa as noites, dizem, filmando o céu desse canto do sul do Brasil. Conseguiu registrar, na madrugada da sexta-feira, 12 de abril de 2019, a queda de um meteoro. Estima-se que a pedra tivesse uma massa de 12 quilos quando entrou na atmosfera terrestre a 122 mil km/h, extinguindo-se a aproximadamente 36 quilômetros de altitude, aparentemente sem causar danos, conforme o noticiário.
Se não causou danos, impressionou-me demais.
Isso na mesma semana em que a jovem pesquisadora Katherine (Katie) Louise Borman, 29 anos, formada em Ciências da Computação no Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT), liderando uma equipe de 200 cientistas, capturou, pela primeira vez um buraco negro. A façanha foi realizada a partir de um algoritmo criado por Katie, que combinou as imagens obtidas por oito telescópios ao redor do mundo e coletou 8 petabytes de dados para chegar a esse resultado. O buraco negro captado na imagem possui 40 bilhões de quilômetros de diâmetro, um número aproximadamente 3 milhões de vezes maior que o tamanho do nosso planeta. Mas talvez o melhor ainda seja o misto de incredulidade e satisfação no semblante exibido pela menina no seu Facebook. Numa entrevista ao Washington Post, ela contou que estava trabalhando no algoritmo há quase seis anos e, como se fosse preciso se justificar, declarou: “Eu tenho interesse em como podemos ver ou medir coisas que são consideradas invisíveis para nós”.
A comprovação da existência do “buraco negro” demonstra que a teoria desenhada por Albert Einstein (1879-1955) estava correta. Trunfo da atual tecnologia e da genial Teoria da Relatividade Geral, abre caminho para novas compreensões sobre a existência. Se por um lado destaca o quanto podemos ser grandes, evidencia o quanto somos ínfimos, apenas um pontinho obscuro no universo.
Vivemos numa época extraordinária. A tecnologia permite que o conhecimento realize sonhos e alcance distâncias que fazem lembrar o título da série televisiva criada por Rod Sterling na transição dos anos 50/60, levando-nos para “Além da Imaginação” (versão para o português do original, Twilight Zone). Momento marcante na história da humanidade, talvez só comparável à democratização do acesso à informação com a invenção da prensa de tipos móveis, em Mainz, no ano de 1450. O surgimento do livro – arma, bandeira, alimento – modificou o mundo. De Gutenberg a Zuckerberg, fecha-se um ciclo. Há uma nova revolução, magnífica e ao mesmo tempo assustadora. As mesmas fake news, antes panfletárias ou veiculadas em jornais, acordadas por interesses ou sob o tacão da censura, agora se disseminam instantaneamente, ao redor do globo ou aos confins da terra plana, como ainda querem alguns.
Parece compreensível ter medo do escuro, mas quem se esgueira nas sombras, com seus preconceitos, no absolutismo de meias-verdades, teme a claridade. Em lúcido artigo publicado em Zero Hora, a escritora Jane Tutikian, em defesa não somente da Universidade Federal do Rio Grande do Sul da qual é vice-reitora, questiona sobre os limites à campanha de desqualificação do ensino, em particular o público, e na área das Humanidades. “A origem de tudo isso tem nome: medo. Medo de um povo que tenha acesso a uma educação de qualidade porque ela faz pensar e o pensamento é, em si, detonador de transformações”.
Faz lembrar Platão (427 a.C.- 347 a.C) e sua alegoria da caverna. Se temos a chance de nos libertar, é preciso tentar traduzir e testemunhar sobre aquilo que antes só percebíamos como sombras. Para seu discípulo predileto, Aristóteles (384 a.C.- 332 a.C), para ser feliz é preciso fazer o bem ao outro; isso caracteriza o homem como um ser social, mais precisamente um ser político, no melhor sentido da palavra. Mais uma vez, vale ouvir Einstein: “Tudo quanto nas nossas instituições, leis e costumes é moralmente valioso, teve origem nas manifestações do sentimento de justiça de inúmeros indivíduos ao longo dos tempos. As instituições são impotentes no sentido moral, se não forem apoiadas e alimentadas pelo sentido de responsabilidade de indivíduos vivos”.
O romancista gaúcho, brasileiro, Erico Veríssimo (1905- 1975), no primeiro volume de suas memórias, Solo de Clarineta, definiu bem o seu papel de literato: “Tem me animado até hoje a idéia de que o menos que um escritor pode fazer, numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a sua lâmpada, trazer luz sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão, propícia aos ladrões, aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a lâmpada, a despeito da náusea e do horror. Se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos nosso toco de vela ou, em último caso, risquemos fósforos repetidamente, como um sinal de que não desertamos nosso posto”.
Filosofia é ter interesse no conhecimento e coragem para querer ver e medir as coisas que são consideradas invisíveis. Conta-se que, quando Alexandre, o Grande, recebeu os celtas que viviam no Adriático, perguntou a eles o que mais temiam, supondo que diriam que era dele que tinham receio. Eles responderam que não temiam ninguém, apenas que o céu caísse sobre suas cabeças.
– Por Toutatis, que isso não nos aconteça! Nem nos faltem fósforos.
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Boletim da Sociedade Brasileira de Reumatologia, abr/mai/jun 2019.
Se não causou danos, impressionou-me demais.
Isso na mesma semana em que a jovem pesquisadora Katherine (Katie) Louise Borman, 29 anos, formada em Ciências da Computação no Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT), liderando uma equipe de 200 cientistas, capturou, pela primeira vez um buraco negro. A façanha foi realizada a partir de um algoritmo criado por Katie, que combinou as imagens obtidas por oito telescópios ao redor do mundo e coletou 8 petabytes de dados para chegar a esse resultado. O buraco negro captado na imagem possui 40 bilhões de quilômetros de diâmetro, um número aproximadamente 3 milhões de vezes maior que o tamanho do nosso planeta. Mas talvez o melhor ainda seja o misto de incredulidade e satisfação no semblante exibido pela menina no seu Facebook. Numa entrevista ao Washington Post, ela contou que estava trabalhando no algoritmo há quase seis anos e, como se fosse preciso se justificar, declarou: “Eu tenho interesse em como podemos ver ou medir coisas que são consideradas invisíveis para nós”.
A comprovação da existência do “buraco negro” demonstra que a teoria desenhada por Albert Einstein (1879-1955) estava correta. Trunfo da atual tecnologia e da genial Teoria da Relatividade Geral, abre caminho para novas compreensões sobre a existência. Se por um lado destaca o quanto podemos ser grandes, evidencia o quanto somos ínfimos, apenas um pontinho obscuro no universo.
Vivemos numa época extraordinária. A tecnologia permite que o conhecimento realize sonhos e alcance distâncias que fazem lembrar o título da série televisiva criada por Rod Sterling na transição dos anos 50/60, levando-nos para “Além da Imaginação” (versão para o português do original, Twilight Zone). Momento marcante na história da humanidade, talvez só comparável à democratização do acesso à informação com a invenção da prensa de tipos móveis, em Mainz, no ano de 1450. O surgimento do livro – arma, bandeira, alimento – modificou o mundo. De Gutenberg a Zuckerberg, fecha-se um ciclo. Há uma nova revolução, magnífica e ao mesmo tempo assustadora. As mesmas fake news, antes panfletárias ou veiculadas em jornais, acordadas por interesses ou sob o tacão da censura, agora se disseminam instantaneamente, ao redor do globo ou aos confins da terra plana, como ainda querem alguns.
Parece compreensível ter medo do escuro, mas quem se esgueira nas sombras, com seus preconceitos, no absolutismo de meias-verdades, teme a claridade. Em lúcido artigo publicado em Zero Hora, a escritora Jane Tutikian, em defesa não somente da Universidade Federal do Rio Grande do Sul da qual é vice-reitora, questiona sobre os limites à campanha de desqualificação do ensino, em particular o público, e na área das Humanidades. “A origem de tudo isso tem nome: medo. Medo de um povo que tenha acesso a uma educação de qualidade porque ela faz pensar e o pensamento é, em si, detonador de transformações”.
Faz lembrar Platão (427 a.C.- 347 a.C) e sua alegoria da caverna. Se temos a chance de nos libertar, é preciso tentar traduzir e testemunhar sobre aquilo que antes só percebíamos como sombras. Para seu discípulo predileto, Aristóteles (384 a.C.- 332 a.C), para ser feliz é preciso fazer o bem ao outro; isso caracteriza o homem como um ser social, mais precisamente um ser político, no melhor sentido da palavra. Mais uma vez, vale ouvir Einstein: “Tudo quanto nas nossas instituições, leis e costumes é moralmente valioso, teve origem nas manifestações do sentimento de justiça de inúmeros indivíduos ao longo dos tempos. As instituições são impotentes no sentido moral, se não forem apoiadas e alimentadas pelo sentido de responsabilidade de indivíduos vivos”.
O romancista gaúcho, brasileiro, Erico Veríssimo (1905- 1975), no primeiro volume de suas memórias, Solo de Clarineta, definiu bem o seu papel de literato: “Tem me animado até hoje a idéia de que o menos que um escritor pode fazer, numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a sua lâmpada, trazer luz sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão, propícia aos ladrões, aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a lâmpada, a despeito da náusea e do horror. Se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos nosso toco de vela ou, em último caso, risquemos fósforos repetidamente, como um sinal de que não desertamos nosso posto”.
Filosofia é ter interesse no conhecimento e coragem para querer ver e medir as coisas que são consideradas invisíveis. Conta-se que, quando Alexandre, o Grande, recebeu os celtas que viviam no Adriático, perguntou a eles o que mais temiam, supondo que diriam que era dele que tinham receio. Eles responderam que não temiam ninguém, apenas que o céu caísse sobre suas cabeças.
– Por Toutatis, que isso não nos aconteça! Nem nos faltem fósforos.
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Boletim da Sociedade Brasileira de Reumatologia, abr/mai/jun 2019.
Área de anexos
Monday, May 27, 2019
13 de junho Livraria Cultura
Editora Movimento e Rogério Xavier
convidam para o lançamento de
CONTOS HPÉGASO
SR444
PROGRAMAÇÃO
Dia: 13 de junho de 2019 (quinta-feira) Horário: 18h30min Local: Livraria Cultura S.A Shopping Bourbon Country Av. Túlio de Rose, 80 - loja 302 Passo d'Areia, Porto Alegre/RS Telefone: (51) 3028-4033
18h30min - Abertura musical 18h45min - Conversam com o Autor,
Maria Luiza Berwanger da Silva
e Hilda Simões Lopes 19h30min - Recepção e autógrafos
Wednesday, May 15, 2019
Open Science
For more information about open science and Elsevier, including open access, research data, and science and society, visit our open science pages. http://bit.ly/2EbTZev
Sunday, March 10, 2019
A Sobrevivência de W
Mensagem do AMICOR
Muito bom, como de costume!
Em especial, li com grande interesse e proveiro o texo "Critique of medicine" sobre o livro de Seamus Mahony que no título faz uma pergunta irrespondível: Can the Medicine be cured????
As menções a IIlitch são mais do que oportunas. A violenta mercantilização da medicina conduziu-nos (e o Brasil é um excelente exemplo negativo) a um beco sem saída, não lhe parece?
Enquanto isso, estou lançando um novo livro, desta feita uma ficção (sobre o novo livro, também sendo agora lançado pela Guanabara Koogan, de saúde pública, enviei-lhe curto informe uns dias atrás).
Neste - A sobrevivência de W (um garoto afetado pela Stiff Person syndrom) - descrevo no cap. 7 como atuam e para que serviram os Black Blocs, que no livro surgem como os Green Clocks..
Cumprimentos com a amizade gaúcha do
Vitor Pinto
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