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Thursday, April 06, 2017

Mickey Rooney

Lembrei-me que quando criança eu o chamava de "o meu artistO" e essa tentativa de concordância ingênua (mais ou menos com o da Exma PresidentA) era motivo para comentários jocosos...
2014:Mickey Rooney, c. 1940.…American diminutive actor Mickey Rooney—who was noted for his high energy, charisma, and versatility, which were on display in such notable roles as the wisecracking teenager in the Andy Hardy films—died at the age of 93

Sunday, October 30, 2016

Moacyr Scliar

Coletânea a partir do Blog AMICOR
Editoria de arte
No dia do Médico, em 18 de outubro p.p.a Academia Sul-Riograndense de Medicina promoveu uma palestra do Acadêmico Dr. Blau Souza sobre nosso escritor e sanitarista prematuramente falecido. O coordenador foi o Dr. Rogério Xavier e estava também presente a Sra. Judith Scliar, viúva do homenageado. Lembrou-nos que no próximo ano ele completaria 80 anos e, a propósito, estão sendo planejadas várias atividades relacionadas.
Sua reconhecida obra literária tem sido bastante prestigiada, merecendo ainda mais destaque sua contribuição para Saúde Pública. Trabalhei com ele na Secretaria da Saúde e Meio Ambiente do Estado, onde nos deu apoio e incentivo nos Programas de Estudo Epidemiológico, Prevenção e Controle de Doenças Crônicas e seus Fatores de Risco.
Reuni a partir do Blog AMICOR diversas referências (alguns são escritos meus e outros colecionados) que podem ser consultadas a partir do link abaixo

Sunday, January 31, 2016

S.S.C.(*14/09/1929 + 24/01/2016)

Também no domingo passado faleceu - e lamento ter que comunicar - o pai de um paciente que eu atendera como nenê há mais de 50 anos e que fez questão de mo apresentar com saúde, parece que como prenúncio de sua última oportunidade de nosso encontro.
Relato e foto no endereço AMICOR de 19 de setembro do ano passado:
http://amicor.blogspot.com.br/2015/09/visita-desta-semana.html

L.P.D.(*22/04/1905 +24/01/2016)

Dona L. paciente com quase 111, anos faleceu no domingo passado.
712-F.jpg
Ela era única, pois nos meus 57 anos de profissão como médico nunca tive uma cliente que tivesse vivido tanto, e certamente não terei nenhuma chance de repetir a experiência. Também não conheci ninguém tão longevo - mesmo fora da atividade clínica - e acho que pouca gente tem esta chance.
Por estas simples razões, sinto-me compelido, com um misto de pesar, e ao mesmo tempo com a alegria de sua memória, a participar seu falecimento.
Meu primeiro registro de Dona L. data de 02 de setembro de 1963, com quase cinco anos de  formado. Por indicação de um colega (Dr. Jol Pereira da Rosa - falecido aos 80 anos em 2007) ela resolveu me procurar (então com 52 anos), logo após o falecimento de seu esposo Domingos Arnaldo Donadio.
Quando ela se aproximava do centenário, eu lhe dizia em tom jocoso: vou lhe colocar em meu currículo, não porque a senhora esteja tão bem por minha causa, mas porque tenho conseguido não lhe atrapalhar ou fazer mal…
Já tivemos várias clientes centenárias, atualmente ela era a única representante do grupo. Sempre foi muito comunicativa  e nos dava alegria de atendê-la. Tinha excelente memória que lamento não ter aproveitado para explorá-la mais em nossas conversas.
Esteve lúcida até próximo aos 110 anos e ainda se comunicando até um ano atrás. No início de 2015 esteve hospitalizada por problema respiratório, e desde a internação permaneceu dependente de alimentação por sonda nasoentérica.
Seus exames de laboratório até recentemente sempre foram muito bons. Nunca precisou de muita medicação. Em 2013 foi examinada pela neuropsicóloga Renata Kochhann, com avaliação favorável, em que pese dificuldade de encontrar parâmetros comparativos para o grupo dos centenários. Foi também acompanhada nos últimos tempos pela geriatra Dra. Laura Maria Arieta Barcellos.
Antes da última hospitalização seu problema maior foi uma fratura de colo de fêmur em consequência de uma queda aos 107 anos. Consegui acelerar a fila da internação perguntando ao cirurgião quantos anos tinha a paciente mais idosa que ele havia atendido...
Como seria de se esperar era a Rainha de uma família muito amável, e era irmã do político Armando Temperani Pereira, Deputado Estadual pelo PTB, professor da Faculdade de Economia da UFRGS, e caçado pela ditadura militar.
Para mim e para minha esposa, Dra Valderês, foi uma distinção ter acompanhado sua trajetória e poder comprovar nossa potencialidade de viver vinte a trinta anos a mais do que habitualmente aceitamos como limite razoável.
Nossos cumprimentos à família que lhe deu suporte e motivações para viver tanto.

Saturday, September 19, 2015

Visita desta semana

Nesta semana recebi no consultório a gentil visita de um cliente (Agostinho Santos da Cruz) que atendi como nenê há mais de cinquenta anos, inicialmente na Santa Casa de Misericórdia e depois no Instituto de Cardiologia. Estava acompanhado de seu pai Sérgio Santos da Cruz (nascido em Trás os Montes, Portugal, em 14 de setembro de 1929)  e de um irmão.
A demonstração de afeto é a melhor recompensa que se pode receber, por ter vivido e pela profissão. O pai lembrava que eu o havia atendido junto com Dra. Valderês,  minha esposa.

Saturday, July 04, 2015

Ruy Laurenti (1931 - 12/06/2015)

A paretir de mensagem do AMICOR Jorge Rocha Gomes: 


Eu também não sabia que o Ruy havia falecido. Tivemos vários momentos comuns em nossa vida. Ele da Cardiologia também se interessou pela Epidemiologa. Um momento especialmente gostaria de citar, inclusive por que foi um ponto de partida para muito de minha trajetória posterior: ele participou daquele estudo sobre mortalidade em 12 cidades das Américas e da Inglaterra que serviu de base para a constatação pela Assembléia Mundial da Saúde de que países em desenvolvimento tinham dupla carga: além das peculiares ao subdesenvolvimento, as mesmas dos países desenvolvidos, incluindo Cardiovasculares. Dai surgiu a abertura par o interesse pelo que eu estava propondo daqui, de quase fim do mundo...


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Saúde pública perde Ruy Laurenti

Publicado por admin - Monday, 22 June 2015


O professor Ruy Laurenti: uma vida em favor da saúde pública no Brasil e no mundo
MEMÓRIA
O professor, ex-diretor da Faculdade de Saúde Pública, ex-pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária, primeiro ouvidor da USP e um dos maiores especialistas em epidemiologia do Brasil morreu no dia 12 passado, aos 84 anos
IZABEL LEÃO
O professor Ruy Laurenti, um dos principais nomes da epidemiologia brasileira, morreu no dia 12 passado, aos 84 anos. Ele formou gerações de epidemiologistas e é considerado pelos pares um grande humanista e inspirador dos profissionais da área hoje em atividade.
Foi chefe do Departamento de Epidemiologia, vice-diretor e diretor da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da USP, vice-reitor da Universidade, entre 1990 e 1994, e primeiro ouvidor da USP (de 2001 a 2010). Era professor aposentado da FSP, atuando até o último instante.
Formado em Medicina em 1957, com doutorado em Cardiologia também pela USP, tornou-se professor livre-docente e professor titular (1979) em Epidemiologia da FSP. Recebeu o título de Professor Emérito da USP e de Pesquisador Emérito do CNPq.
Como pesquisador, contribuiu na área de saúde pública, com ênfase em epidemiologia, atuando principalmente nos temas epidemiologia, mortalidade, saúde materna, estatísticas de saúde e classificações internacionais de doenças e problemas de saúde. Foi diretor do Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a família de classificações internacionais (Centro Brasileiro de Classificação de Doenças).
Referência – Para o professor Luis Eugenio Souza, presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), a importância do professor Ruy Laurenti para a saúde coletiva é imensa. “Seus estudos epidemiológicos sobre a mortalidade segundo causas – doenças cardiovasculares, sobretudo – ou grupos populacionais, com destaque para a mortalidade materna, são referências não apenas para os pesquisadores da área, mas também para os formuladores de políticas de saúde.”
Souza lembra ainda que, internacionalmente, a contribuição do professor Ruy Laurenti para o estabelecimento de classificações, terminologias e padrões de uso em saúde foi reconhecida com diplomas de honra ao mérito pela Organização Panamericana da Saúde (Opas), em 2002, e  pela OMS, em 2005. “O professor Laurenti ajudou a formar milhares de sanitaristas, como docente da Faculdade de Saúde Pública e como autor de 162 artigos, 27 capítulos e dez livros, entre outros documentos. Que sanitarista brasileiro, formado depois de 1987, ao menos, não estudou o seu livro (em coautoria com Mello Jorge, Lebrão e Gotlieb) Estatísticas de Saúde? A Associação Brasileira de Saúde Coletiva tem a honra de ter o professor Ruy Laurenti entre seus associados e como um dos membros do corpo editorial da Revista Brasileira de Epidemiologia“, declara o presidente da Abrasco.
Para o professor titular e chefe do Departamento de Prática de Saúde Pública da FSP Oswaldo Yoshimi Tanaka, “Ruy Laurenti foi um médico sanitarista que contribuiu substancialmente com as políticas de saúde desde a época de 70, implementando estratégias de combate à mortalidade materna e infantil. Do ponto de vista acadêmico, contribuiu para a formação do Centro Internacional de Classificação de Doenças, que foi fundamental para conhecer a morbimortalidade no Brasil e em todos os países da América Latina”.
Atualmente, Laurenti atuava como docente permissionário da Universidade de São Paulo e era diretor do Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde para a Família de Classificações Internacionais (Centro Brasileiro de Classificação de Doenças).
Foi um dos responsáveis pela implantação no Brasil de um modelo único de declaração de óbito (atestado de óbito), além da implementação de um Sistema Nacional de Mortalidade (1975/76) e da Declaração de Nascidos Vivos e do Sistema de Informação de Nascidos Vivos (Sinasc), em 1992.
No que diz respeito à prestação de serviços à comunidade, o professor fez a versão para o português da Nona e Décima Revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-9 e CID-10), que é utilizada em todos os países de língua portuguesa. Em 1999 prestou assessoria e treinamento pessoal a grupos de vários países latino-americanos e de outros continentes.
Em 1999, convidado pela OMS, ministrou cursos de treinamento no uso da CID-10, bem como em estatísticas de saúde, a profissionais de cinco países do sudeste asiático: Sri Lanka, Tailândia, Maldivas, Butão e Myanmar. No ano de 2000 Laurenti foi indicado pela OMS como membro do “WHO Committee of Experts on Measurement and Classification for Health”.
Nasceu em Rio Claro (SP). Depois de ter ingressado na Faculdade de Medicina da USP, em 1952, nunca mais saiu da Universidade nem parou de atuar.
Colaborou Marcellus William Janes, assessor de comunicação institucional da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP

Sunday, July 18, 2010

AMICOR HISTÓRIAS 1

Caros AMICOR,

https://docs.google.com/document/pub?id=12gSgsveCr1gxdeyOQ5RV8260YEfqvkIEKrq-7Oe0AWc

Com este primeiro capítulo relacionado com vivências minhas no Complexo Hospitalar da Santa Casa, dou início a uma nova experiência no Blog AMICOR, convidando os amigos a participarem em cima desta história ou de outras que queiram acrescentar. Sugestões, correções ou outras histórias podem ser postadas diretamente nos comentários ou enviadas para meu endereço achutti@gmail.com
Um abraço
AA